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    Vascaínos de oposição se reuniram na última 5ª-feira na Casa dos Açores; veja fotos

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    Rio de Janeiro, 30/10/2025 — Cerca de 100 sócios e torcedores do Vasco da Gama se reuniram na noite de quinta-feira, na Casa dos Açores, na Tijuca, para lançar oficialmente um movimento de oposição com foco nas eleições associativas de 2026. O encontro articulado pelos grupos Identidade Vasco, Fuzarca, ArquibaVasco e Imortal culminou na leitura de um manifesto que defende “um Vasco sem dono”, em referência direta ao atual modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) controlado pela 777 Partners.

    Por que o encontro ganhou relevância agora?

    Embora o pleito para a presidência da associação cruz-maltina só aconteça em 2026, o calendário político do clube prevê que articulações e chapas precisam ser consolidadas até o primeiro semestre de 2025 para registro oficial. Portanto, a reunião antecipada simboliza:

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    • Organização interna dos grupos críticos à SAF;
    • Captação de novos sócios votantes — prazo de 24 meses de associação ativa para votar;
    • Elaboração de proposta alternativa ao modelo atual, que desde 2022 concedeu 70% da SAF à 777 Partners.

    Principais pontos do manifesto “Vasco sem dono”

    O documento, lido por Mário Borges, sustenta três eixos centrais:

    1. Soberania associativa: manutenção do poder deliberativo nas mãos dos sócios.
    2. Parcerias sem alienação de controle: admitem investidores, mas sem transferência majoritária de voto.
    3. Preservação de patrimônio e tradições: garantia de que São Januário e a identidade cultural sigam sob tutela da associação.

    Raio-X: situação político-administrativa do Vasco

    Estrutura atual

    • SAF criada em 2022; 70% de participação da 777 Partners por R$ 700 milhões.
    • Associação Vasco da Gama detém 30% e direitos de veto em temas como escudo, cores e estádio.
    • Próxima eleição da associação: 2º semestre de 2026.

    Números de governança

    • Cerca de 60 mil sócios adimplentes em 2025, segundo dados oficiais do clube.
    • Quórum médio de votação em 2020: 20.277 associados.

    Declarações-chave do encontro

    Wevergton Brito (coordenador do Identidade Vasco): “O Vasco pode recuperar sua grandeza por suas próprias forças, com parceiros, mas sem donos.”

    Também se pronunciaram os sócios Leonardo Rodrigues, Vinicius Machado, Itamar Ribeiro de Carvalho, Luiz Cosenza, Maurício Cardoso e Pedro Strozenberg, reforçando a necessidade de mobilizar a base social até 2026.

    Impacto futuro: o que observar daqui para frente?

    Com o manifesto lançado, a oposição deve:

    • Intensificar campanhas de associação e regularização de sócios até dezembro de 2024 (janela final para elegibilidade).
    • Apresentar um plano de sustentabilidade financeira sem dependência majoritária da 777 Partners, tema que será cobrado pelos eleitores.
    • Acompanhar de perto a execução do projeto de reforma de São Januário — ponto sensível onde SAF e associação precisam atuar em conjunto.

    Além de reconfigurar o xadrez político do clube, o movimento pode influenciar decisões estratégicas da própria SAF, que busca manter estabilidade institucional para atrair novos patrocinadores e reforços. Novas plenárias estão previstas para o início de 2026, quando serão definidas chapas e plataformas oficiais.

    Conclusão prospectiva: a reunião na Casa dos Açores marca o primeiro passo concreto de uma oposição que pretende converter descontentamento em votos. O desenvolvimento desse bloco de resistência será crucial para entender se o Vasco seguirá o modelo de clube-empresa puro, fará ajustes contratuais ou buscará alternativas híbridas após 2026.

    Com informações de NetVasco

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