Bolonha (ITA) – 29/10/2025. Em entrevista ao programa “MySkills”, da DAZN, o atacante Riccardo Orsolini reforçou que não se considera “top player”, mesmo após levar o Bologna de uma luta contra o rebaixamento à inédita classificação para a UEFA Champions League. Segundo ele, permanecer “faminto” é a chave para continuar evoluindo.
Humildade como motor de desempenho
“Não quero que meu cérebro pense que sou um top player, senão acomodo”, disse Orsolini. A declaração não é mero discurso: desde que chegou ao clube, em 2017, o camisa 7 entregou produção ofensiva crescente e se tornou peça-chave no corredor direito do 4-2-3-1 de Thiago Motta. Manter o nível de comprometimento é vital para sustentar a competitividade em três frentes (Serie A, Coppa Italia e Champions).
O elo construído com o Bologna
Orsolini lembrou que já vive oito temporadas em Emilia-Romagna. Nesse período, o Bologna saltou de 17º em 2018-19 para o histórico 4º lugar de 2024-25, que garantiu a vaga na Champions. O atacante participou de todo esse processo, tornando-se referência no vestiário e na arquibancada. Sua permanência ajuda a preservar a identidade de jogo que valorizou transições rápidas e amplitude pelos flancos.
Raio-X de Orsolini na Serie A
• Jogos pelo Bologna (todas as competições): 263
• Gols: 67
• Assistências: 38
• Participações diretas em gols nas últimas 3 temporadas de Serie A: 30 (média de 10 por edição)
• Finalizações certas/90 min (2024-25): 1,4
• Dribles certos/90 min (2024-25): 2,1
Fonte: dados agregados de Lega Serie A e Opta até 28/10/2025.
Impacto tático na temporada 2025-26
Com a Champions no calendário, Thiago Motta precisará rodar o elenco. Orsolini, por atuar tanto como winger quanto como meia invertido, dá flexibilidade para alternar entre o 4-2-3-1 e o 4-3-3. Além disso, seus cortes para dentro abrem corredor para o lateral Posch e para infiltrações de Zirkzee, aumentando a variabilidade ofensiva contra blocos baixos, cenário comum em confrontos europeus.
Imagem: Internet
Próximos capítulos
O Bologna estreará na fase de grupos da Champions em 18 de setembro. Até lá, a manutenção da “fome” citada por Orsolini será testada em compromissos decisivos da Serie A. Caso o camisa 7 sustente as métricas de participação em gols, o clube emiliano pode equilibrar as duas competições sem perda de potência ofensiva.
No curto prazo, a declaração do atacante atua como fator motivacional interno e sinal ao mercado: apesar do holofote europeu, o Bologna confia no projeto esportivo para segurar seus principais ativos. Se a mentalidade apresentada por Orsolini for replicada no elenco, a equipe tem potencial para se consolidar entre as seis melhores da Itália e avançar além da fase de grupos continental.
Com informações de Corriere dello Sport