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    Lucas Pinheiro Braathen chora muito com ouro nas Olimpíadas de Inverno: ‘Esquiei com meu coração’

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    Milão-Cortina, 14 de fevereiro de 2026 – O esquiador Lucas Pinheiro Braathen, norueguês de nascimento e representante do Brasil, venceu a prova do slalom gigante masculino e conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno, transformando-se no primeiro atleta a colocar o país no topo do pódio em uma edição de inverno.

    Por que o resultado é histórico para o Brasil

    Até esta edição, o Brasil jamais havia subido ao pódio em Jogos de Inverno. O ouro de Braathen quebra um tabu que perdurava desde a estreia da delegação brasileira em Sarajevo-1984 e eleva o nível de ambição das confederações de esportes de neve. A conquista também cria uma vitrine para programas de base, já que os recursos do Comitê Olímpico Internacional tendem a ser redirecionados de acordo com o desempenho em medalhas.

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    Ajustes na neve e leitura de pista: o diferencial tático

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    O slalom gigante exige duas descidas. Braathen cravou o melhor tempo na primeira, mas encontrou condições de neve mais pesada na segunda tentativa. Segundo o próprio atleta, o “flow” – combinação de ritmo, ângulo de ataque e pressão de borda – precisou ser recalibrado nos primeiros portões. Na parte intermediária, ele ajustou o centro de massa para frente dos pés, reduzindo o atrito e mantendo a velocidade média acima de 90 km/h, suficiente para defender a margem de 0s38 obtida sobre o austríaco que fechou com a prata.

    Raio-X de Lucas Pinheiro Braathen

    • Idade: 25 anos (nascido em 19/04/2000, Oslo)
    • Clubes e centros de treinamento: Bærum Skiklub (NOR) e Confederação Brasileira de Desportos na Neve
    • Vitórias em Copas do Mundo FIS: 5 (3 em slalom, 2 em slalom gigante)
    • Pódios na temporada 2024/25: 4 em 8 etapas disputadas
    • Pontos no ranking FIS de slalom gigante 2025/26: 760 (2.º lugar antes dos Jogos)

    Impacto no quadro de medalhas e na próxima geração

    Com o ouro, o Brasil aparece no quadro geral de medalhas de inverno pela primeira vez. Além do ganho simbólico, a pontuação obtida nas tabelas de financiamento da Solidariedade Olímpica pode representar até 25% a mais no orçamento de 2027 para esportes de neve. Na prática, isso se traduz em mais vagas em centros de treinamento da Europa e subsídio a programas de iniciação em estações do Sul e Sudeste brasileiros.

    Próximo desafio: foco no slalom de 16/02

    Braathen volta à pista daqui a dois dias para o slalom, prova em que costuma alternar entre top-5 e abandonos devido ao alto risco técnico. Uma nova medalha colocaria o Brasil entre as dez nações mais bem-pontuadas nestes Jogos, cenário inédito e estratégico para a meta de permanecer no Grupo A da FIS até 2030.

    Perspectiva: O ouro de Lucas Pinheiro Braathen altera o patamar do Brasil nos esportes de inverno, garante recursos adicionais para o ciclo 2026-2030 e cria um efeito de demonstração que pode atrair novos talentos para a neve. O desempenho no slalom na segunda-feira servirá como termômetro para medir a consistência do projeto olímpico brasileiro em modalidades geladas.

    Com informações de ESPN.com.br

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