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    Wales face up to challenge of life after Jess Fishlock

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    Newport (País de Gales), 16 de julho de 2024 – Três dias após a despedida oficial de Jess Fishlock, recordista de jogos e gols da seleção feminina galesa, o País de Gales encara a Polônia, em amistoso no Estádio Rodney Parade, inaugurando uma fase de transição sob o comando da técnica Rhian Wilkinson.

    O fim de uma era: por que Fishlock é tão insubstituível

    Estreante em 2005 e peça presente em mais de dois terços das partidas da história da equipe, Fishlock deixou o gramado do Cardiff City Stadium aos 92 minutos do amistoso contra a Austrália, no sábado, aos 38 anos. Além de líder técnica, a camisa 10 era referência de intensidade e versatilidade, aparecendo tanto na armação quanto na pressão pós-perda.

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    Para Wilkinson, “tentar encontrar a próxima Jess” seria um “desperdício de energia”: o plano é redistribuir funções e acelerar a maturação das atletas que já estavam no elenco de apoio.

    Portas abertas às novas líderes

    Sem Fishlock e também sem a atacante Kayleigh Barton, outra aposentada pós-Euro-2025, a braçadeira ficou com Angharad James. No médio prazo, a comissão avalia nomes sub-23 que ganharam minutos diante da Austrália, caso da volante Gwen Zimmerman (22) e da atacante Tianna Teisar (20).

    Raio-X da renovação

    Quem sai

    • Jess Fishlock – 19 anos de serviços; maior artilheira e mais vezes capitã.
    • Kayleigh Barton – 71 jogos, peça-chave no último ciclo de eliminatórias.

    Quem chega

    • Mared Griffiths (18) – autora do gol sobre a Austrália; meia-atacante de último passe.
    • Tianna Teisar (20) – entrou justamente no lugar de Fishlock; mobilidade no terço final.
    • Gwen Zimmerman (22) – zagueira, 1,76 m, eficiência de 84 % nos duelos aéreos na FA WNL.

    Impacto tático imediato

    Com a saída da camisa 10, Wilkinson estuda trocar o 4-2-3-1 habitual por um 4-3-3 com duplo interior, aliviando a necessidade de uma “meia central criativa” única. A meta é dividir a responsabilidade de construção entre as laterais altas e as jovens interiores.

    Wales face up to challenge of life after Jess Fishlock - Imagem do artigo original

    Imagem: Internet

    Nos últimos 12 meses, Gales marcou média de 0,95 gol/jogo; Fishlock participou diretamente de 34 % dessas ações. Para compensar, a comissão planeja dobrar a taxa de finalizações de fora da área (hoje, 2,1 por partida) e estimular a aproximação da volante James à entrada da área adversária.

    Próximos compromissos e o caminho até a Euro 2025

    O amistoso desta terça é o primeiro de três testes antes da retomada das Eliminatórias para a Euro. Gales ocupa a 2ª posição no grupo B da Liga das Nações Feminina – torneio que vale vaga nos playoffs europeus – e visita a Ucrânia em setembro. O objetivo traçado pela federação é classificar-se para o primeiro grande torneio da história da equipe, apesar do turnover geracional.

    Panorama: a transição pós-Fishlock não deverá ser imediata, mas a comissão técnica vê no amistoso contra a Polônia uma oportunidade de medir a resiliência ofensiva sem sua principal articuladora. O desempenho das estreantes, aliado à liderança de James e à consistência defensiva, dará o tom do ciclo que se inicia.

    Com informações de BBC Sport

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