Lima (PER), 29/11/2025 – Palmeiras e Flamengo voltam a se encarar em uma final de Conmebol Libertadores neste sábado, às 18h (de Brasília), no Estádio Nacional do Peru. Quatro anos depois do título alviverde em Montevidéu, o Verdão chega com apenas quatro remanescentes daquela escalação, mas sustenta um elenco recheado de jogadores habituados a decisões continentais.
O que mudou no Palmeiras desde Montevidéu
Em 2021, Abel Ferreira mandou a campo Weverton, Mayke, Gustavo Gómez, Luan, Piquerez, Danilo, Zé Rafael, Gustavo Scarpa, Raphael Veiga, Dudu e Rony. Para 2025, continuam apenas Gómez, Piquerez e Veiga – Weverton, lesionado, não atua. Dos demais titulares daquela campanha, cinco saíram do clube e três perderam espaço para as contratações mais recentes.
A reformulação manteve a base tática de Abel, mas trocou intensidade física por maior versatilidade posicional. O miolo de zaga agora conta com Bruno Fuchs, enquanto Paulinho dá mobilidade à cabeça de área. No ataque, Vitor Roque chega como referência de profundidade, permitindo que Rony seja usado como 12º jogador.
Experiência de decisão espalhada pelo plantel
Mesmo jovem, o grupo palmeirense não entra “verde” em Lima:
- Bruno Fuchs e Paulinho – Finalistas com o Atlético-MG em 2024.
- Khellven e Vitor Roque – Presentes na decisão de 2022 pelo Athletico-PR.
- Andreas Pereira – Viveu a final de 2021 pelo próprio Flamengo.
A soma desses atletas gera oito participações em finais de Libertadores, embora todos tenham ficado com o vice. Esse histórico reforça o discurso interno de não repetir erros.
Os remanescentes rubro-negros e a troca no banco
Do lado carioca, Arrascaeta, Bruno Henrique, Pedro e Michael seguem no elenco. A principal diferença está no banco: Filipe Luís, que era titular na lateral esquerda em 2021, hoje comanda a equipe. O ex-lateral trouxe modelo mais posicional, com maior paciência na saída de bola, contrastando com a pressão alta de Abel.
Raio-X das equipes em finais de Libertadores
Palmeiras
- Participações em finais: 7 (1961, 1968, 1999, 2000, 2020, 2021, 2025)
- Títulos: 3 (1999, 2020, 2021)
- Aproveitamento em decisões: 43%
Flamengo
Imagem: Cesar Greco
- Participações em finais: 5 (1981, 2019, 2021, 2022, 2025)
- Títulos: 3 (1981, 2019, 2022)
- Aproveitamento em decisões: 60%
Apesar do histórico rubro-negro mais eficiente, o Palmeiras sustenta 100% de aproveitamento em finais sob Abel Ferreira (2020-21).
Impacto estratégico para a grande final em Lima
A lesão de Weverton força Abel a optar entre o recém-chegado Marcos Felipe e o jovem Kaique, decisão que pode influenciar a saída curta, arma chave para atrair a primeira linha de pressão flamenguista. No meio, Raphael Veiga mantém papel de enganche, mas a presença de Andreas, agora do lado alviverde, facilita variações de 4-3-3 para 4-2-3-1.
Já Filipe Luís depende da condição física de Arrascaeta; caso o uruguaio não suporte 90 minutos, a alternativa será deslocar Gerson para criar por dentro, abrindo vaga para Michael atacar a profundidade.
O que vem depois da decisão
Quem erguer a taça garante vaga no Mundial de Clubes da FIFA em 2026, formato expandido com 32 equipes. Além do bônus esportivo, cada clube projeta R$ 100 milhões em receitas adicionais entre premiação, direitos de TV e patrocínios, fator crucial para o planejamento de temporada.
Conclusão prospectiva: Mesmo com poucos sobreviventes de Montevidéu, o Palmeiras leva a Lima um grupo talhado por finais recentes – seja no Allianz Parque, no Mineirão ou na Arena da Baixada. O Flamengo, por sua vez, aposta na continuidade de seu quarteto ofensivo e na leitura tática de um técnico que viveu o duelo por dentro do gramado. A balança da experiência, portanto, parece equilibrada; o veredicto sairá quando a bola rolar, mas o resultado influenciará não só o presente como a rota de ambos rumo ao Mundial de 2026.
Com informações de Nosso Palestra