Quito (EQU), 23/10 – Em busca de sua sétima decisão continental, o Palmeiras encerrou na tarde de quarta-feira (22) a preparação para o jogo de ida da semifinal da Conmebol Libertadores contra a LDU. No Estádio Casa Blanca, às 21h30 (de Brasília) desta quinta, Abel Ferreira deve mandar a campo o mesmo onze que iniciou a vitória sobre o Flamengo pelo Brasileirão.
Por que Abel Ferreira opta pela manutenção do time?
O técnico português aposta na continuidade do quarteto ofensivo Vitor Roque, Flaco López, Felipe Anderson e Maurício, responsável por 64% dos gols alviverdes nos últimos seis jogos. A manutenção também preserva a estrutura 4-2-3-1 com Andreas Pereira flutuando entre as linhas, solução que estabilizou a saída de bola ao lado de Aníbal Moreno e liberou os laterais Khellven e Piquerez para ataques em amplitude.
Adaptação à altitude de 2.850 m de Quito
Treinar na Casa da Seleção Equatoriana permitiu ao elenco sentir o efeito do ar rarefeito: bola mais rápida, menor tempo de recuperação física e necessidade de passes curtos para manter a posse. Segundo estudos da Fifa, o consumo de oxigênio em cidades acima de 2.500 m cai até 10%, o que impacta especialmente a pressão pós-perda — fundamento central do modelo de Abel.
Raio-X da campanha alviverde na Libertadores
- 100% de aproveitamento na fase de grupos (6 vitórias).
- Único invicto do torneio: 10 jogos, 8 vitórias, 2 empates.
- Série de 25 partidas sem derrota para estrangeiros desde abril/2023 (19 V, 6 E).
- Média de 2,3 gols marcados e 0,6 sofridos por jogo na edição atual.
- Artilheiro: Flaco López (5 gols).
O que a LDU oferece de desafio tático
Campeã em 2008, a equipe equatoriana costuma alternar o 3-4-3 em fase ofensiva para um 5-4-1 de bloco médio sem a bola, explorando transições rápidas pelos lados com Jhojan Julio e Alexander Alvarado. A repetição do time titular permite ao Palmeiras automatizar a basculação defensiva para evitar que Gustavo Gómez e Bruno Fuchs fiquem expostos nos duelos individuais.
Agenda alviverde e impacto futuro
Três dias depois da altitude, o Verdão recebe o Cruzeiro pelo Brasileirão. A administração de carga será decisiva, já que o jogo de volta da semifinal ocorre na semana seguinte, no Allianz Parque. Um resultado positivo em Quito reduz a pressão física e psicológica para o confronto em casa, onde o clube ostenta 19 vitórias nos últimos 22 compromissos continentais.
Imagem: Cesar Greco
Conclusão: Ao manter a escalação, Abel Ferreira privilegia entrosamento e mecânica coletiva em detrimento de surpresas táticas. A estratégia mira neutralizar os efeitos da altitude e sustentar a série invicta mais longa da história recente do clube; uma vitória em Quito pavimentaria a rota para a sétima final e reforçaria o planejamento de rodízio no calendário doméstico.
Com informações de Nosso Palestra