Quem: Eduardo Domínguez, técnico argentino de 45 anos, ex-Estudiantes. O quê: está liberado para viajar ao Brasil e acertar com o Atlético-MG. Quando: nos próximos dias, após despedida oficial do clube de La Plata. Onde: Belo Horizonte. Por quê: o Galo busca um treinador capaz de conciliar solidez tática, uso da base e gestão estável de elenco para a temporada 2024.
Por que o Atlético-MG mira Domínguez?
Depois da saída de Luiz Felipe Scolari, o Atlético-MG definiu que o novo ciclo precisaria de um técnico com perfil analítico, capacidade de trabalhar jovens e flexibilidade estratégica. Eduardo Domínguez preenche esses três requisitos e ainda chega embalado por cinco títulos em menos de dois anos no Estudiantes, credencial que pesou na escolha da diretoria alvinegra.
Filosofia de trabalho: equilíbrio nas três fases
Domínguez constrói suas equipes a partir de uma defesa compacta, mas não abre mão da posse de bola quando o contexto permite. Segundo jornalistas argentinos que acompanharam seu dia a dia, o treinador:
- Prepara o time de acordo com cada adversário, ajustando altura de marcação e número de atacantes.
- Alterna sistemas — 4-2-3-1, 4-3-3 e até linha de cinco — sem perder a identidade coletiva.
- Gosta de transições rápidas quando há espaço, mas também sabe ocupar o campo ofensivo com paciência.
Raio-X de Domínguez no Estudiantes
Títulos: foram cinco conquistas, incluindo a recopa provincial e a histórica Copa Argentina de 2023, encerrando um jejum de mais de uma década do Pincha em competições nacionais.
Estabilidade: o Estudiantes terminou as duas últimas temporadas entre as melhores defesas da Liga Profissional. A equipe sofreu menos de um gol por jogo na média, indicador que reforça a ênfase do treinador na organização sem bola.
Experiência competitiva: sob seu comando, o time chegou a fases agudas de Copa Sul-Americana e Copa da Liga, enfrentando rivais de orçamentos superiores — cenário similar ao que encontrará em mata-matas da Libertadores e Copa do Brasil.
Integração com a base: ponto estratégico para o Galo
Com dívidas a equacionar, o Atlético-MG vê na base um ativo fundamental. Domínguez tem histórico de lançar jovens com responsabilidade. No Estudiantes, abriu espaço para:
Imagem: isso
- Gastón Benedetti (lateral-esquerdo);
- Valente Pierani (atacante);
- Joaquín Tobio Burgos e Tiago Iacovich (pontas);
- Palacios (zagueiro).
A lógica é simples: o jogador sobe se estiver pronto para competir. Esse modelo conversa diretamente com a meta atleticana de gerar caixa com revelações, sem sacrificar desempenho esportivo.
Gestão de elenco e ambiente externo
Descrito como discreto nas entrevistas e protetor dos atletas, Domínguez evita críticas públicas a dirigentes ou jogadores. Prefere reuniões internas para ajustes de rota e usa um discurso sóbrio para blindar o vestiário em momentos de crise. Essa postura agrada a diretoria do Galo, que quer reduzir ruídos externos após uma temporada marcada por trocas de comando.
O que muda no Galo de 2024?
• Modelo tático: tendência de linhas mais compactas e versatilidade de sistemas, algo que pode potencializar zagueiros rápidos como Bruno Fuchs e laterais ofensivos como Guilherme Arana.
• Minutos para a base: nomes como Isaac (meia) e Alisson (atacante) podem ganhar espaço na rotação.
• Mercado: a procura deve focar em um volante de saída e um ponta de força física, perfis que Domínguez valorizou na Argentina.
Perspectiva: a confirmação de Eduardo Domínguez pode significar uma virada de chave para o Atlético-MG: utilização responsável da base, solidez defensiva e adaptação jogo a jogo. Os primeiros testes virão já nos duelos decisivos de Libertadores e no retorno do Brasileirão após a Data Fifa, quando o Galo enfrentará concorrentes diretos pelo topo da tabela. Os resultados iniciais indicarão se a aposta em “El Barba” será o ponto de partida para um projeto de médio prazo na Arena MRV.
Com informações de Fala Galo