Oscar Piastri cravou a pole position para o Grande Prêmio do Catar no circuito de Lusail, garantindo a primeira fila inteiramente da McLaren e relegando o brasileiro Gabriel Bortoleto à 19ª posição do grid.
Domínio papaya: como a McLaren controlou a sessão
A equipe britânica viveu uma tarde impecável em Lusail. Com ritmo competitivo desde os treinos livres, Piastri fechou sua melhor volta ainda no primeiro run do Q3, beneficiado por pneus na temperatura ideal. Lando Norris veio logo atrás e assegurou a segunda posição, confirmando a dobradinha laranja.
O resultado reforça a evolução aerodinâmica introduzida no pacote de atualizações que a McLaren estreou na etapa anterior. Em um traçado de curvas rápidas como o Catar, a eficiência no setor de alta — especialmente nas curvas 12 a 14 — foi decisiva.
Raio-X da volta de pole
- S1 (retas e curvas 1-4): Piastri ganhou 0s082 sobre Norris, graças a um apex mais agressivo na curva 4.
- S2 (curvas médias 5-10): igualdade de ambos os carros; aqui a McLaren somou as melhores parciais do fim de semana.
- S3 (sequência de alta 11-16): onde o australiano selou a pole, sustentando velocidade de 290 km/h média entre as curvas 12 e 14.
Onde entra Gabriel Bortoleto
Campeão da Fórmula 3 em 2023 e atualmente piloto de desenvolvimento da McLaren, Bortoleto não repetiu o bom desempenho obtido nos treinos. A 19ª posição faz do brasileiro um dos poucos a largar fora do top-10 neste circuito em que a posição de grid costuma ditar o resultado final.
No simulador, Bortoleto havia mostrado ritmo para brigar no pelotão intermediário, mas a combinação de tráfego e uma volta comprometida na entrada da curva 6 dificultou o avanço. A expectativa é de corrida de recuperação, mirando pontos estratégicos em possíveis janelas de safety-car.
Impacto estratégico para a corrida
Com os dois carros na frente, a McLaren poderá controlar o ritmo de prova, escolher primeiro quando parar e, se necessário, dividir estratégias entre Piastri (cobertura) e Norris (ataque). A Pirelli prevê degradação alta dos compostos macios — fator que favorece equipes com gestão de pneus refinada, caso da McLaren nas últimas etapas.
Imagem: Internet
Para Red Bull e Mercedes, resta apostar em stints mais longos com médios ou duros, torcendo por alterações climáticas ou safety-car que embaralhem as táticas.
O que vem a seguir
Piastri larga com a melhor chance da carreira para converter pole em vitória, enquanto Norris tenta repetir a dobradinha na bandeirada. Já Bortoleto terá uma corrida de paciência visando ganhar terreno nas primeiras voltas. Um bom resultado da McLaren pode reposicionar a equipe na luta direta pelo vice-campeonato de construtores.
No domingo, todos os olhos estarão voltados para a largada: se a equipe papaya mantiver a primeira fila após a curva 1, ganhará carta branca para ditar o ritmo. Caso contrário, a gestão de pneus — sempre crítica no calor do deserto — decidirá o pódio.
Com informações de BandSports