Milão, 19 de outubro de 2025 – A derrota da Fiorentina para o Milan em pleno San Siro desencadeou um raro momento de tensão em rede nacional. Durante a entrevista pós-jogo na DAZN, o técnico Stefano Pioli respondeu de maneira ríspida ao ex-atacante Luca Toni: “Le vedi le partite?”. O episódio evidencia o clima de pressão que ronda o clube, lanterna da Serie A após sete rodadas, com apenas três pontos conquistados – mesma pontuação de Genoa e Pisa.
O atrito ao vivo: como começou e por que escalou
A tensão teve origem quando Luca Toni questionou se o time poderia ter sido “mais atento” no lance do pênalti que abriu o placar para o Milan. Ao ouvir, Pioli retrucou: “Me pergunta se poderíamos ser mais atentos? Vocês assistem aos jogos?”. Na sequência, reiterou que não há “problemas de vestiário” e criticou a tendência de resumir desempenho a vitórias ou derrotas.
Peso da derrota na tabela
Com a sétima rodada concluída, a Fiorentina permanece sem vitórias. Os três empates somados até aqui mantêm o clube na 20ª posição, empatado em pontos com Genoa e Pisa, mas atrás no critério de desempate. O cenário acende o alerta, pois o campeonato chega ao primeiro quarto com a equipe já ameaçada pelo rebaixamento.
Raio-X da campanha viola
- Pontos: 3 (0V – 3E – 4D)
- Sequência atual: três derrotas consecutivas
- Gols pró/contra: saldo negativo*
- Pênaltis contra: 2 marcados nas últimas duas rodadas
*O clube não divulga números oficiais de gols sofridos por partida, mas o saldo é negativo e contribui para a última colocação.
Questão tática: onde a equipe mais sofre
Pioli frisou que “pênaltis assim convidam à simulação”, mas, além das decisões de arbitragem, a Fiorentina tem falhado na fase defensiva. O alto número de infrações próximas à área demonstra desajuste no timing de pressão e cobertura. Ofensivamente, a equipe cria pouco: três gols marcados em sete jogos apontam dificuldade na última bola – problema que agrava a dependência de bolas paradas.
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Impacto futuro e margem de manobra
O diretor esportivo Daniele Pradé reiterou confiança no trabalho de Pioli, mas o calendário não perdoa: nas próximas quatro rodadas, os viola encaram dois adversários do G-6 atual. Sem resultados imediatos, a pressão externa deve aumentar, e ajustes defensivos tendem a ser prioridade nos treinamentos da semana.
No horizonte, a Fiorentina terá de equilibrar necessidade de pontos e estabilidade emocional. A forma como Pioli gerenciará o elenco – e as críticas públicas – será determinante para evitar que o mau início comprometa toda a temporada.
Com informações de Corriere dello Sport