Quem: Alex “Poatan” Pereira, campeão meio-pesado do UFC, e Jon Jones, ex-campeão dos meio-pesados e atual peso-pesado.
O quê: Poatan reafirmou que Jon Jones é o adversário que mais deseja enfrentar, mas disse que o aval final depende do UFC; também descartou um combate com Jake Paul por estar sob contrato exclusivo.
Quando e onde: Declarações dadas ao TMZ Sports em Nova York, divulgadas em 24 de novembro de 2025.
Por quê: Segundo o brasileiro, ele e Jones já expressaram interesse público, mas a organização ainda não liberou a superluta.
O ponto de travamento: por que o duelo Poatan x Jones não sai do papel
A convergência de vontades existe: Pereira topa subir aos pesados ou receber Jones em 93 kg, enquanto “Bones” já elogiou a ideia em suas redes. Falta o sinal verde de Dana White. O presidente do UFC cita o histórico de negociações difíceis de Jon Jones — que ficou três anos fora do octógono antes de conquistar o título dos pesados em 2023 — como risco para agendar o combate em um card simbólico, como o planejado para a Casa Branca em junho de 2026.
Raio-X dos protagonistas
Alex Pereira (36 anos)
• Cartel no MMA: 11-2-0
• Lutas pelo cinturão meio-pesado: 3 vitórias, 1 derrota
• Nocauteou 82% dos rivais no UFC
• Última luta: TKO sobre Magomed Ankalaev, reconquistando o título
Jon Jones (38 anos)
• Cartel no MMA: 27-1-0 (1 NC)
• Defesas de cinturão (somando meio-pesado e pesado): 16
• Última luta: finalização contra Stipe Miocic, mantendo o título dos pesados
Como a superluta impactaria cada divisão
Se marcada nos meio-pesados, o cinturão que hoje pertence a Poatan ficaria em jogo, enquanto o peso-pesado seguiria sem defesa de Jones — cenário que pode travar a fila por Francis Ngannou ou Tom Aspinall. Em caso de catchweight ou subida definitiva de Pereira, o brasileiro abriria vaga imediata em 93 kg, possivelmente promovendo Ankalaev x Jamahal Hill pelo título vago.
Por que Jake Paul fica fora do radar
Pereira afirmou que o youtuber-boxeador usa as provocações para autopromoção. O contrato exclusivo com o UFC impede qualquer participação do campeão em eventos externos, salvo exceções negociadas — algo que a organização só concedeu a Conor McGregor contra Floyd Mayweather em 2017, mediante retorno financeiro extraordinário. Sem cláusula semelhante, o confronto é inviável a curto prazo.
Imagem: Internet
Próximos passos e termômetro de viabilidade
A calendário do UFC para 2026 ainda está em construção. A franquia planeja dois eventos numerados em estádios abertos no primeiro semestre, além da possível realização na Casa Branca. Se Jones aceitar uma cláusula antidoping independente — exigência extra de Dana White após episódios anteriores — a luta pode entrar em julho ou setembro, meses tradicionalmente fortes em pay-per-view.
No curto prazo, Pereira deve aguardar a reunião anual de correspondência de lutas em janeiro, onde matchmakers definem os cards principais do primeiro semestre. Jon Jones, por sua vez, avalia uma defesa de cinturão contra Ciryl Gane; o desfecho dessa conversa indicará se a superluta sai antes ou depois do meio do ano.
Conclusão: a disputa Poatan x Jones continua tecnicamente possível e comercialmente valiosa, mas depende de resolução contratual e da confiança do UFC em “Bones”. Enquanto isso, qualquer cruzamento com Jake Paul permanece bloqueado, reforçando que o futuro imediato do brasileiro está atrelado 100% ao octógono.
Com informações de ESPN Brasil