LONDRES, 21 de setembro de 2024 — Enzo Maresca deixou o gramado de Stamford Bridge sob vaias no sábado, após o Chelsea sofrer a virada do Brighton por 3 a 1 na Premier League e registrar a segunda derrota consecutiva — quadro que acende o alerta sobre a meta mínima imposta pela diretoria: voltar à Liga dos Campeões.
Do auge mundial à turbulência doméstica
Há menos de um ano, Maresca ostentava o triplete de títulos — Conference League, classificação à Champions e Mundial de Clubes. Hoje, porém, o italiano administra fissuras internas e resultados que não acompanham o investimento de 40 milhões de libras em Alejandro Garnacho, ainda pouco utilizado, e a pressão direta de cinco executivos que foram ao vestiário após o revés mais recente.
Qual é o problema tático?
O treinador voltou a apontar a falta de experiência como fator decisivo para erros de leitura de jogo. A expulsão de Trevoh Chalobah, a segunda em dois jogos, expôs uma linha defensiva remodelada pelas ausências de Levi Colwill, Wesley Fofana, Benoît Badiashile e Tosin Adarabioyo. Sem um zagueiro canhoto de origem para iniciar a construção, o próprio Maresca admitiu publicamente que o elenco carece de um substituto com o mesmo perfil de Colwill.
Raio-X da campanha azul
- Pontos somados: 8 em 18 possíveis (aproveitamento de 44%).
- Sequência atual: duas derrotas seguidas na liga.
- Gols sofridos em casa: 5 nas últimas duas partidas.
- Cartões vermelhos: 2 nas últimas duas rodadas.
- Jogadores lesionados: Cole Palmer, Colwill, Fofana, Badiashile, Adarabioyo e o atacante Marc Guiu (sem minutos desde o retorno de empréstimo).
Mercado e bastidores: o recado cifrado de Maresca
Ao ser questionado em agosto sobre reforços defensivos, Maresca limitou-se a dizer que “o clube sabe exatamente” sua opinião, indicando divergência com a cúpula. A direção respondeu priorizando a contratação de Garnacho, enquanto o técnico clamava por um zagueiro capaz de iniciar jogadas curtas. O desalinhamento tornou-se ainda mais evidente quando o treinador disse que “decisões sobre Axel Disasi não passam” por ele, sugerindo interferência institucional no elenco.
O que vem por aí?
O calendário não dá trégua: o Chelsea visita o Benfica na quarta-feira, pela fase de grupos da Champions, antes de encarar o líder Liverpool no sábado, pela sétima rodada da Premier League. A sequência colocará à prova a profundidade de um elenco jovem e desfalcado — e indicará se Maresca conseguirá recuperar terreno ou se a diretoria revisará o projeto ainda antes da parada de novembro.
Imagem: Internet
Conclusão prospectiva: Se o time londrino não reagir nesta dupla missão continental e doméstica, a meta de classificação à Champions poderá virar cálculo de risco já em outubro, intensificando a pressão sobre um técnico que, até pouco tempo, parecia inabalável.
Com informações de BBC Sport