Porto Alegre, 19 de setembro de 2025 – O grupo de trabalho que sustenta a candidatura de Marcelo Marques à presidência do Grêmio definiu que o primeiro reforço para a temporada 2026 será um novo executivo de futebol. A escolha deve ocorrer logo após a eleição de dezembro, com posse prevista já em novembro, a fim de comandar a montagem do elenco e as mudanças estruturais no departamento de futebol.
Por que o executivo vem antes dos jogadores?
Nos bastidores, há consenso de que o cargo de executivo é peça-chave para alinhar planejamento, contratações e metodologia. Ao antecipar essa definição, a futura gestão busca evitar o “efeito dominó” de negociações tardias que costumam inflacionar o mercado de início de temporada. A meta é chegar a janeiro com:
- Modelo de jogo definido junto à comissão técnica;
- Lista de saídas e renovações finalizada;
- Mínimo de três contratações encaminhadas, incluindo um atacante de ponta — caso de Roger Guedes, prioridade já declarada.
Favoritos: Pelaipe x Rui Costa — histórico e competências
Paulo Pelaipe (Cruzeiro) e Rui Costa (São Paulo) lideram as tratativas. Ambos possuem passagem marcante pelo Grêmio, o que reduz curva de adaptação ao ambiente tricolor.
Paulo Pelaipe – Executou reestruturações de elenco em ciclos anteriores no Grêmio (2008-2012) e no Flamengo (2013 e 2019), acumulando experiência de mercado sul-americano e na formação de equipes campeãs de Copas.
Rui Costa – Diretor gremista entre 2013 e 2016, participou da base do elenco que conquistaria a Copa do Brasil meses depois. No Atlético-Mineiro (2018-2019) e no São Paulo (2023-2025) ganhou reputação pela gestão de folha salarial e prospecção de talentos emergentes.
Raio-X da performance gremista (2023-2025)
Segundo dados do Futebol Data^1, o Grêmio manteve bom desempenho ofensivo, mas mostrou oscilações defensivas.
- Brasileirão 2023: 2º colocado, 71 GF e 58 GC (1,52 gol sofrido/jogo).
- Brasileirão 2024: 6º colocado, 63 GF e 55 GC (1,44 gol sofrido/jogo).
- Brasileirão 2025* (até a 23ª rodada): 8º colocado, 32 GF e 31 GC.
*Parciais até a data desta publicação.
Imagem: Fernando Gomes
A futura direção considera que a falta de solidez defensiva e a ausência de profundidade no elenco continuam sendo gargalos. O novo executivo terá orçamento estimado em R$ 120 milhões para contratações e salários em 2026, valor que poderá crescer com avanços em Libertadores ou venda de ativos.
Mercado: Roger Guedes na mira e as posições carentes
Com a chegada do executivo, o Grêmio focará em:
- Ponta desequilibrante: Roger Guedes, atualmente no Al-Rayyan, é visto como nome capaz de elevar o índice de finalizações (Grêmio tem média de 11,4 por jogo em 2025, 9ª do campeonato).
- Zagueiro de imposição física: time sofre 45% dos gols pelo alto; diretoria pretende buscar um defensor acima de 1,88 m.
- Volante de saída curta: modernizar construção de jogo e reduzir dependência de laterais.
Impacto projetado para 2026
A escolha entre Pelaipe ou Rui Costa moldará o perfil de contratações: experiência imediata (viés Pelaipe) ou mescla com jovens ativos de revenda (viés Rui Costa). Em qualquer cenário, o cronograma agressivo — executivo em novembro, janela aberta em janeiro — coloca o Grêmio numa posição de vantagem competitiva em relação a clubes que trocam dirigentes somente após o fim da temporada.
No curto prazo, a definição do executivo de futebol indicará ao mercado o grau de agressividade do Grêmio no investimento para 2026 e sinalizará ao elenco atual quais serão as exigências de desempenho. A partir de novembro, a torcida deve acompanhar anúncios em sequência, especialmente se a eleição confirmar Marcelo Marques como presidente.
Com informações de Portal do Gremista