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    Inchiesta Prisma, Agnelli patteggia un anno e otto mesi: “Decisione sofferta ma non c’è responsabilità”

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    Turim (ITA), 22/09/2025. O ex-presidente da Juventus, Andrea Agnelli, firmou nesta terça-feira (22) um acordo judicial de um ano e oito meses, com pena suspensa, encerrando sua participação no Processo Prisma — investigação que apurava plusvalenze supostamente artificiais e manobras salariais no período da pandemia de Covid-19.

    O que estava em jogo no Processo Prisma?

    A promotoria de Turim investigava, desde 2021, dirigentes bianconeri por dois eixos principais:

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    • Plusvalenze fictícias: suposta superavaliação de atletas em trocas para melhorar balanços.
    • Manobras salariais: postergação ou redução momentânea de salários durante a Covid-19, sem o devido registro contábil.

    No âmbito esportivo, a Juventus já havia sofrido perda de 10 pontos na Serie A 2022/23 (inicialmente 15) e exclusão de competições da UEFA por uma temporada. O acordo desta terça limita-se à esfera penal.

    Por que Agnelli optou pelo patteggiamento?

    Em carta pública, o dirigente alegou que o processo ainda estava na fase preliminar e poderia se arrastar “por muito tempo”. Com o patteggiamento:

    • A pena é inteiramente suspensa, sem efeitos civis ou sanções acessórias.
    • Não há reconhecimento formal de culpa, cláusula permitida pela legislação italiana.
    • Encerra-se a incerteza jurídica para Agnelli e para eventuais projetos empresariais futuros.

    Raio-X: números e repercussões

    Impacto financeiro na Juventus

    • Perda estimada de ≈€90 mi em receitas por ausência nas competições europeias 2023/24 (bilheteria + direitos de TV + prêmios).
    • Resultado líquido negativo de €115,6 mi na temporada 2022/23, segundo o último balanço divulgado.

    Linhas do tempo

    1. Nov/2022 – Conselho de Administração renuncia; Agnelli deixa a presidência.
    2. Abr/2023 – Justiça desportiva deduz 15 pontos; recurso reduz punição para 10.
    3. Set/2025 – Acordo judicial de Agnelli encerra o processo penal para o ex-presidente.

    Como fica a Juventus daqui para frente?

    Do ponto de vista jurídico, o clube ainda responde em separado, mas o desfecho para seu ex-presidente retira boa parte da pressão midiática. No campo administrativo, o atual presidente Gianluca Ferrero trabalha para:

    • Consolidar governança e controles internos, exigência da FIGC e da UEFA.
    • Reduzir custos salariais em cerca de 15% até 2026, segundo metas divulgadas em assembleia.
    • Retomar presença europeia através da classificação na Serie A 2025/26, prioridade esportiva da temporada.

    Próximos capítulos

    O fechamento do caso para Agnelli não elimina eventuais ações cíveis de investidores, mas diminui o risco de novas surpresas judiciais para a Velha Senhora. Internamente, a diretoria atual ganha espaço para focar na sustentabilidade financeira e na reestruturação do elenco sem o “fantasma” de sanções adicionais.

    À medida que a Serie A avança e a janela de transferências de janeiro se aproxima, a capacidade da Juventus de equilibrar performance em campo e reconquistar credibilidade fora dele será o termômetro para medir o real impacto do desfecho do Processo Prisma. Qualquer sinal de estabilidade administrativa tende a refletir na competitividade esportiva e na atração de novos patrocinadores, abrindo caminho para um ciclo de reconstrução mais previsível.

    Com informações de Corriere dello Sport

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