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    Talento do PSG ‘não existe’ na Premier League? O que Rosenior quis dizer com provocação

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    Paris (13.mar.2026) – Depois de ver o Chelsea ser goleado por 5 × 2 pelo Paris Saint-Germain na ida das oitavas da Champions League, Liam Rosenior disparou: “na Premier League não existem jogadores como Désiré Doué, Ousmane Dembélé, Khvicha Kvaratskhelia, Vitinha ou João Neves”. A fala, rapidamente amplificada na Europa, levanta um debate tático: de fato falta esse perfil de atleta na liga inglesa ou o PSG conseguiu reunir, em quantidade incomum, um tipo de talento altamente técnico e associativo?

    Por que a frase repercute além do placar

    O recorte de Rosenior não questiona a qualidade global da Premier League – ainda a liga mais rica e intensa do planeta –, mas sugere uma lacuna específica: jogadores que transitam bem em zonas de alta pressão, dominam o jogo entrelinhas e aceleram a posse com inteligência posicional. No cenário inglês, onde a prioridade costuma ser físico-tática (pressão alta, transições velozes e calendário extenuante), atletas desse perfil aparecem de forma mais isolada dentro dos elencos.

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    A engenharia de talento do PSG sob Luis Enrique

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    Desde julho de 2023, o treinador espanhol reformulou o projeto parisiense. Saíram as superestrelas que monopolizavam posse e finalização; entraram peças jovens, polivalentes e com alto QI de passe. O resultado é um ecossistema em que vários jogadores pensam o jogo da mesma maneira, permitindo ao PSG alongar sequências de bola, esmagar adversários pelo posicionamento e reduzir a dependência de um único craque.

    Raio-X dos protagonistas

    Idade, posição e estatísticas públicas até a temporada 2024/25:

    • Désiré Doué – 20 anos, meia/ala esquerdo. Última Ligue 1 pelo Rennes: 29 jogos, 3 gols, 4 assistências, 2,4 dribles certos por jogo (FBref).
    • Ousmane Dembélé – 28 anos, ponta direito. Ligue 1 23/24 pelo PSG: 25 jogos, 1 gol, 6 assistências, 0,30 xA/90.
    • Khvicha Kvaratskhelia – 25 anos, ponta esquerdo. Serie A 23/24 pelo Napoli: 34 jogos, 11 gols, 9 assistências, 5,5 toques na área rival/90.
    • Vitinha – 26 anos, meio-campista central. Ligue 1 23/24: 32 jogos, 4 gols, 4 assistências, 89 % de passes certos.
    • João Neves – 21 anos, volante/meia. Primeira Liga 23/24 pelo Benfica: 28 jogos, 2 gols, 2 assistências, 6,7 recuperações/90.

    Fonte dos dados: FBref/Opta – últimas temporadas completas disponíveis.

    O que falta aos ingleses? Intensidade já existe, densidade técnica não

    Clubs como Liverpool, Arsenal e Manchester City possuem elementos semelhantes (casos de Phil Foden, Martin Ødegaard ou Florian Wirtz recém-contratado). A diferença está na densidade: no PSG, cinco a seis atletas com esse DNA dividem o mesmo espaço criativo; na Premier, eles costumam ser pontos de exceção em elencos construídos para aguentar maratonas físicas e aéreas.

    Impacto para Chelsea e adversários britânicos

    Para Rosenior, a goleada escancarou uma carência que pode custar caro em mata-matas europeus: sem “condutores” de posse no terço central, o Chelsea viu o PSG controlar ritmo e relógio. O alerta vale também para Tottenham, que já ouviu críticas internas de Mathys Tel sobre excesso de lances de bola parada e previsibilidade ofensiva, e para o Manchester United, interessado em remodelar seu meio-campo para 2026/27.

    No curto prazo, a declaração de Rosenior funciona como termômetro do que pode virar tendência no próximo mercado: a busca por meio-campistas associativos. Se a Premier League quiser recuperar o protagonismo criativo descrito por Tel e evidenciado pelo PSG, terá de ajustar o foco de scouting e, possivelmente, pagar ainda mais caro por esse tipo de perfil escasso no contexto inglês.

    Com informações de Trivela

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