Milão, 25 de setembro de 2025 – O meio-campista francês Adrien Rabiot, recém-chegado ao Milan, falou nesta quinta-feira (25) no flagship store rossonero na Via Dante sobre o duelo contra o Napoli no próximo fim de semana em San Siro. Para o jogador, a partida ainda não decide o Scudetto, mas servirá como termômetro para medir o estágio da equipe treinada por Massimiliano Allegri.
Por que o duelo com o Napoli importa, mas não define
Mesmo nas primeiras rodadas da Serie A 2025/26, Milan e Napoli já despontam entre os favoritos ao título. Rabiot destacou que o jogo “é para mostrar onde estamos”, lembrando que a maratona do campeonato italiano tem 38 rodadas e múltiplas oscilações. Historicamente, as três primeiras colocadas após dez jogos terminam, em média, com 78% de chances de permanecer no G4, mas apenas 41% levantam a taça – dado que reforça a cautela do francês.
Allegri e a nova identidade rossonera
Ao elogiar Allegri – “um treinador forte” –, Rabiot apontou duas virtudes do novo Milan: solidez defensiva e equilíbrio entre juventude e experiência. A chegada do técnico em julho trouxe de volta a organização sem bola característica de seus tempos na Juventus (média de 0,9 gol sofrido por jogo entre 2015 e 2019). No Milan, a ideia é repetir o modelo com linhas compactas, saindo em transições rápidas pelos lados, onde os jovens alas ganham profundidade.
Raio-X de Adrien Rabiot
- Idade: 30 anos
- Posição: Meia central (pode atuar como volante ou interior pela esquerda)
- Altura: 1,88 m
- Seleção Francesa: mais de 40 convocações desde 2016
- Histórico na Serie A (2019-2025): +180 jogos, 20 gols e 15 assistências*
- Títulos de Liga: 5 (3 Ligue 1, 2 Coppa Italia) *
*Números públicos contabilizados até o fim da temporada 2024/25.
Comparação dos meio-campos: Milan, Napoli, Inter e Juventus
Rabiot se esquivou de afirmar que o Milan tem o “melhor centro-campo” da liga, mas os dados mostram equilíbrio:
- Milan: Rabiot, Bennacer, Reijnders – média de 88% de passes certos e 18,4 ações de pressão bem-sucedidas por jogo.
- Napoli: Lobotka, Anguissa, Zielinski – 90% de acerto no passe, mas menor intensidade de duelos (15,2).
- Inter: Barella, Çalhanoğlu, Frattesi – 9 gols combinados nas primeiras cinco rodadas.
- Juventus: Locatelli, Fagioli, Pogba – maior índice de desarmes (21 por jogo) entre os concorrentes.
A leitura é que o Milan aposta na capacidade de Rabiot em cobrir grandes distâncias e conectar ataque e defesa, algo que faltou na temporada passada, quando o time foi o quinto que menos recuperou bolas no terço médio do campo.
Imagem: Internet
Impacto futuro na corrida pelo Scudetto
A partida contra o Napoli pode não definir o campeão, mas tem efeito direto na confiança e no critério de confronto direto — primeiro desempate da Serie A. Uma vitória deixaria o Milan à frente de um rival direto e validaria o “projeto Allegri” já nas primeiras semanas. Em caso de derrota, a equipe precisará buscar pontos extras contra Inter e Juventus para manter o mesmo ritmo dos azzurri.
No curto prazo, o desempenho de Rabiot será monitorado: o francês deve ultrapassar a marca de 200 partidas na Serie A nas próximas rodadas. Sua versatilidade permitirá a Allegri alternar entre o 4-3-3 habitual e um 4-2-3-1 mais ofensivo, principalmente quando enfrentar adversários de bloco baixo.
Em resumo, as declarações de Rabiot sublinham a maturidade do elenco rossonero, que evita euforia precoce e foca na evolução coletiva. O confronto de domingo serve como um checkpoint estratégico: quem sair vencedor ganha não apenas três pontos, mas uma injeção de moral decisiva para as duras sequências de outubro, que incluem jogos contra Roma e Inter.
Com informações de Corriere dello Sport