Raheem Sterling, 30 anos, está oficialmente afastado do elenco principal do Chelsea desde o início da temporada 2025/26, após recusar uma oferta de empréstimo do Bayern de Munique no último verão europeu. O atacante, revelado pelo Liverpool e contratado pelos Blues em 2022, ainda tem vínculo até 2027, mas não disputou sequer um minuto sob o comando de Enzo Maresca e treina separado dos companheiros em Cobham.
Como Sterling chegou a esse ponto?
Depois de uma primeira campanha irregular em Londres, Sterling foi cedido ao Arsenal em 2024/25. No Emirates, somou apenas 28 partidas e 1 gol em quatro competições, sem justificar os cerca de £300 mil semanais que recebe desde que assinou com o Chelsea.
De volta a Stamford Bridge, a direção azul tentou encontrar um novo destino para o jogador — inclusive o Bayern, de acordo com o The Athletic. A recusa do atleta em sair levou Maresca a optar pelo congelamento, prática prevista no futebol inglês quando clube e atleta não chegam a um acordo de transferência.
Visão tática: por que Maresca pode abrir mão de Sterling?
O treinador italiano vem utilizando majoritariamente o 4-3-3, com Mudryk e Noni Madueke revezando nas pontas e o recém-chegado Cole Palmer atuando por dentro. Sterling, que se notabilizou por atacar o espaço nas costas da última linha e infiltrar na área, oferece características semelhantes, mas com rendimento declinante desde 2022.
Além disso, o projeto azul prioriza atletas sub-25 com potencial de revenda, algo que contrasta com um jogador já na casa dos 30 e com salário elevado.
Raio-X de Raheem Sterling
- Contrato: até junho de 2027
- Salário estimado: £300 mil/semana (cerca de R$ 1,9 mi)
- Últimas três temporadas (todas as competições):
2022/23 – Chelsea: 38 jogos, 9 gols
2023/24 – Chelsea: 30 jogos, 6 gols
2024/25 – Arsenal (empréstimo): 28 jogos, 1 gol - Carreira na Premier League: 378 jogos, 116 gols*
*Números públicos até maio/2025, somando Liverpool, Manchester City, Chelsea e Arsenal.
Impacto financeiro e de vestiário para o Chelsea
Manter Sterling inativo custa aproximadamente £15,6 milhões por temporada em salários. Mesmo com forte respaldo de investidores norte-americanos, o clube precisa respeitar as regras de Sustentabilidade e Lucro (antigo Fair Play Financeiro inglês). Um acordo de venda ou rescisão poderia liberar teto salarial para reforços em janeiro e reduzir pressão contábil.
Imagem: Internet
No vestiário, a decisão sinaliza tolerância zero a jogadores fora do perfil do projeto. É também um recado a eventuais atletas insatisfeitos: quem não se encaixa na filosofia pode perder espaço rapidamente.
Efeitos para Sterling e mercado de janeiro
Sem minutos de jogo, o atacante corre risco de desvalorização e afastamento da seleção inglesa, onde não é convocado desde 2024. Clubes da MLS, Arábia Saudita e até um retorno à Bundesliga devem monitorar a situação, mas a pedida salarial segue como obstáculo. Em janeiro, a janela curta obriga o atleta a reavaliar suas exigências se quiser voltar a atuar em alto nível.
Conclusão prospectiva: o afastamento de Sterling deve acelerar negociações nos bastidores nas próximas semanas. Se nada avançar até janeiro, o Chelsea carregará um custo elevado sem retorno esportivo, enquanto o jogador prolongará o período sem competir, fator crítico para quem depende de explosão física. O desenlace, portanto, tende a acontecer ainda na próxima janela — resta saber se em forma de empréstimo, venda ou rescisão consensual.
Com informações de Liverpool.com