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    R$ 1,4 bilhão ‘esquecido’: Ranking de mais valiosos da Seleção expõe tamanho da concorrência

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    São Paulo, 16 de março de 2026 – A nova convocação de Carlo Ancelotti para a Seleção Brasileira, marcada para esta segunda-feira, trará definições importantes para a Copa do Mundo de 2026. No entanto, um estudo do CIES Football Observatory mostra que jogadores avaliados em mais de R$ 1,4 bilhão (considerando a cotação de € 1 = R$ 6,00) correm o risco de assistir ao Mundial pela TV.

    O estudo do CIES: como se calcula o valor de mercado

    O ranking leva em conta desempenho recente, idade, posição, duração de contrato e a relevância do clube no qual o atleta atua. Por isso, jovens com contratos longos em clubes de peso — caso de Estêvão e João Pedro, ambos no Chelsea — aparecem no topo, enquanto perfis mais experientes, como Raphinha, ficam abaixo apesar da qualidade técnica.

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    Top-10 brasileiros mais valiosos com passagem pela Seleção

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    1. Estêvão (Chelsea) – € 118,2 mi
    2. João Pedro (Chelsea) – € 113,8 mi
    3. Vinícius Júnior (Real Madrid) – € 90,3 mi
    4. Endrick (Lyon) – € 80,2 mi
    5. Savinho (Manchester City) – € 78,3 mi
    6. Vitor Roque (Palmeiras) – € 78,1 mi
    7. Gabriel Martinelli (Arsenal) – € 70,2 mi
    8. Andrey Santos (Chelsea) – € 60,3 mi
    9. Raphinha (Barcelona) – € 60,1 mi
    10. Gabriel Magalhães (Arsenal) – € 54,7 mi

    R$ 1,4 bilhão fora do radar: quem são os “esquecidos” de Ancelotti?

    Endrick não veste a amarelinha desde a derrota por 4 × 1 para a Argentina em março de 2025. Lesões consecutivas adiaram seu retorno, mesmo vivendo ótima fase no Lyon (15 gols e 6 assistências em 2025/26).
    Savinho, peça frequente com Diniz e Dorival, também ficou fora das últimas quatro listas do italiano.
    Vitor Roque foi reintegrado apenas no amistoso contra a Tunísia, mas ainda sem espaço regular.
    Somados, os três representam quase € 240 milhões (aprox. R$ 1,4 bi) em valor de mercado.

    Raio-X financeiro dos 10 brasileiros mais caros

    Idade média: 22,1 anos
    Tempo médio de contrato: 3,6 anos restantes
    Atletas em ligas TOP-5: 9 de 10 (exceção: Vitor Roque – Palmeiras)
    Posição mais representada: atacantes (7 nomes), refletindo o prêmio que o mercado paga por gols.

    O impacto tático para a Copa de 2026

    Ancelotti montou a Seleção em 2025/26 no 4-3-3, com Vinícius Júnior e Rodrygo como pontas titulares. A eventual volta de Endrick ou Savinho ofereceria:

    • Profundidade de elenco: chance de descanso estratégico a Vini e Rodrygo em fase de grupos.
    • Variedade de perfil: Endrick é finalizador de área, enquanto Savinho é driblador de corredor, ampliando repertório ofensivo.
    • Pressão competitiva: presença de jovens caros mantém o nível de treinamento alto e força evolução dos atuais titulares.

    Próximos passos: o que observar na convocação desta segunda-feira

    Com apenas duas Datas-Fifa antes da lista final, cada ausência passa a ser um forte indício de corte. Se Endrick ou Savinho não aparecerem agora, a disputa por lugar no avião tende a ficar entre Martinelli, João Pedro e Raphinha para as últimas vagas ofensivas. Já no meio-campo, a presença contínua de Andrey Santos indica uma sucessão planejada para Casemiro, hoje capitão da equipe.

    Conclusão: O ranking do CIES expõe um paradoxo frequente na Seleção: o país exporta talento a preços altíssimos, mas transformar esse valor financeiro em minutos de jogo nem sempre é simples. A lista que sai nesta segunda-feira mostrará se Ancelotti converte parte desses € 240 milhões “parados” em alternativas reais para a Copa, ou se manterá a aposta no grupo já consolidado.

    Com informações de Trivela

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