Rio de Janeiro, 2025 – O argentino Luis Zubeldía assumiu o comando do Fluminense após a saída de Renato Gaúcho e tornou-se, oficialmente, o 15º técnico estrangeiro da história tricolor. Em quatro partidas à frente da equipe, ele reabre uma tradição que estava adormecida desde 1997, quando o uruguaio Hugo De León passou pelas Laranjeiras.
Por que a chegada de Luis Zubeldía é histórica para o clube
O último treinador não brasileiro do Flu havia trabalhado há 28 anos. A contratação de Zubeldía sinaliza uma guinada metodológica: o argentino é reconhecido pelo jogo posicional, organização defensiva em bloco médio e uso intenso de dados de desempenho — características que conversam com o momento do clube, que sofreu 48 gols em 38 partidas do último Brasileirão, seu pior índice desde 2018.
Raio-X: ranking completo de técnicos estrangeiros do Fluminense
Veja a lista dos 15 treinadores de fora do Brasil que já comandaram o Tricolor, com número de jogos contabilizados:
1) Ondino Vieira (URU) – 302 jogos
2) Quincey Taylor (ING) – 103
3) Carlos Carlomagno (URU) – 90
4) Charlie Williams (ING) – 86
5) Pode Pedersen (DIN) – 75
6) Eugenio Medgyessi (HUN) – 47
7) Atuel Velásquez (URU) – 41
8) Humberto Cabelli (URU) – 33
9) Fleitas Solich (PAR) – 30
10) Hector Cabelli (URU) – 25
11) Ramon Platero (URU) – 21
12) Alfredo González (ARG) – 15
13) Luis Zubeldía (ARG) – 4
14) Hugo De León (URU) – 3
15) Omar Pastoriza (ARG) – 1
Quantos jogos Zubeldía precisa para entrar no top-10?
Hoje na 13ª posição, o argentino precisará de:
- 21 jogos para superar Hector Cabelli (25) e ingressar no top-10;
- 27 jogos para ultrapassar Fleitas Solich (30) e chegar ao nono lugar;
- 72 jogos para igualar Pode Pedersen (75) e figurar entre os cinco primeiros.
Considerando que a temporada 2025 oferece, no mínimo, 38 rodadas de Brasileirão, além de fases finais de Copa do Brasil e Libertadores, Zubeldía pode atingir a marca de 30 partidas ainda este ano se mantiver-se no cargo.
Impacto tático: o que o Flu ganha com o argentino
Nas primeiras quatro partidas, a equipe apresentou as seguintes tendências mensuradas pelo departamento de análise:
Imagem: Internet
- Posse média subiu de 53% para 58%;
- Finalizações sofridas caíram de 12,4 para 9,8 por jogo;
- Gols esperados (xG) a favor saltaram de 1,4 para 1,9.
A melhoria defensiva responde diretamente à maior compactação entre linhas, enquanto o ataque passou a explorar mais inversões rápidas para acionar extremos em amplitude, algo característico dos trabalhos de Zubeldía em Lanús e LDU Quito.
Próximos desafios e projeção
O Fluminense encara uma sequência de seis partidas no Maracanã, incluindo confrontos diretos contra rivais que também lutam por vaga na Libertadores. Se Zubeldía completar essa série, chegará a 10 jogos, superando Omar Pastoriza, Hugo De León e se igualando a Alfredo González. O desempenho nesses duelos definirá não só sua posição no ranking, mas também a estabilidade necessária para brigar no topo da tabela nacional.
Conclusão Prospectiva: A presença de Zubeldía recoloca o Fluminense no radar de modelos táticos sul-americanos e inaugura um novo recorte estatístico interno. Caso o argentino sustente os índices defensivos apresentados e avance em competições de mata-mata, tem caminho viável para fechar 2025 dentro do top-10 de técnicos estrangeiros do clube — façanha que não ocorre desde Fleitas Solich em 1964.
Com informações de Netflu