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    Quantos anos Lanús demorou para ‘gastar um Paquetá’ em reforços e o que assistir no Disney+

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    Rio de Janeiro, 26 de fevereiro de 2026 – Flamengo e Lanús decidem hoje, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã, a CONMEBOL Recopa. Enquanto o Rubro-Negro investiu 42 milhões de euros para repatriar Lucas Paquetá há menos de um mês, o clube argentino precisou de 19 temporadas para atingir gasto semelhante em todas as suas contratações somadas.

    Por que o valor de Paquetá virou parâmetro de comparação?

    A compra do meia brasileiro junto ao West Ham marcou a janela de transferências sul-americana: foram 42 M€ (R$ 255,4 mi). O montante isolado supera, por exemplo, os 6,83 M€ desembolsados pelo Lanús em toda a temporada 2023/24 – a mais cara da história do Granate. Comparar Paquetá ao histórico de gastos dos argentinos ajuda a dimensionar o abismo econômico que a final da Recopa coloca em campo.

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    Radiografia financeira do Lanús desde 2007

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    Dados do Transfermarkt mostram quanto o Lanús destinou a reforços em cada temporada:

    • 2007/08 – 1,20 M€
    • 2008/09 – 0,55 M€
    • 2009/10 – 2,10 M€
    • 2010/11 – 1,89 M€
    • 2011/12 – 0,95 M€
    • 2012/13 – 1,13 M€
    • 2013/14 – 3,55 M€
    • 2014/15 – 5,38 M€
    • 2015/16 – 0,80 M€
    • 2016/17 – 1,45 M€
    • 2017/18 – 2,88 M€
    • 2018/19 – 2,41 M€
    • 2019/20 – 0,40 M€
    • 2020/21 – 0 M€
    • 2021/22 – 0,16 M€
    • 2022/23 – 2,64 M€
    • 2023/24 – 6,83 M€
    • 2024/25 – 5,59 M€
    • 2025/26 – 2,56 M€

    Somados, os valores chegam a 42,4 M€, praticamente o “preço Paquetá”. O reforço mais oneroso do atual elenco granate é o atacante Rodrigo Castillo, autor do gol do jogo de ida, adquirido por 1,7 M€.

    Impacto tático: como o dinheiro se traduz em campo

    Flamengo: com Paquetá, Tite ganha um meio-campista capaz de jogar como interior ou falso 10, conectando a saída de bola (média de 50 passes certos/jogo na Premier League 2024/25) ao trio ofensivo. A presença do camisa 8 torna o 4-3-3 rubro-negro menos previsível e deve aumentar a já alta média de 1,9 gols por jogo da equipe em 2025.

    Lanús: Frank Darío Kudelka mantém um 4-4-2 compacto, apostando em transições rápidas. Castillo, responsável por 7 gols na Liga Profissional 2025, é o ponto de escape. A estratégia passa por linhas próximas e perdas de tempo controladas para conter a posse carioca (Flamengo lidera a Recopa com 64% de posse média).

    Abismo de receitas também pesa

    Em 2025, o Flamengo divulgou receita operacional de R$ 1,3 bilhão, maior do continente. O Lanús, segundo balanço público, não chegou a R$ 180 milhões. Essa diferença permite ao clube brasileiro manter folha salarial de elite sul-americana sem recorrer a vendas constantes, enquanto o Granate depende da formação de atletas (casos de Lautaro Acosta e José Sand, vendidos em anos anteriores) para equilibrar contas.

    O que está em jogo nesta noite

    Lanús traz a vantagem do 1 × 0 construído na Argentina. Um empate basta aos visitantes; qualquer vitória mínima do Flamengo leva a disputa para pênaltis. O título rende cerca de US$ 1,8 milhão em premiação da CONMEBOL, valor menor do que uma parcela do pagamento por Paquetá, mas significativo para o orçamento granate.

    Projeção futura

    Se confirmar a virada, o Flamengo ratifica a estratégia de altos investimentos para ampliar a sala de troféus e reforça a posição de destino preferencial de brasileiros na Europa. Já o Lanús, mesmo que fique com o vice, capitaliza exposição internacional e valoriza jovens de seu elenco, podendo gerar vendas que mantenham a filosofia de investimento gradual.

    Em resumo, a Recopa desta noite não coloca apenas dois times em lados opostos do campo; ela confronta modelos de gestão. O resultado definirá se a força financeira carioca prevalecerá ou se o projeto de baixo custo, porém bem estruturado, do Lanús ganhará mais um capítulo de sucesso.

    Com informações de ESPN.com.br

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