Doha (Qatar) – A Red Bull Racing confirmou que divulgará quem será o companheiro de equipe de Max Verstappen a partir da temporada 2026 logo após o Grande Prêmio do Catar, programado para o fim do calendário da Fórmula 1 de 2024. A informação foi revelada pela escuderia nesta semana, estabelecendo um marco claro para a decisão que envolve o segundo cockpit no novo ciclo técnico da categoria.
Por que a definição acontece agora?
Em 2026 entram em vigor os novos regulamentos de motores – quando a Red Bull passará a utilizar as unidades de potência desenvolvidas em parceria com a Ford. Ter o line-up fechado com antecedência permite que pilotos e engenheiros trabalhem juntos no simulador e nos feedbacks de desenvolvimento durante todo 2025, minimizando riscos de adaptação de última hora.
Contexto do atual cenário de pilotos
• Sergio Pérez tem contrato até o fim de 2024 e, apesar das cinco vitórias e 39 pódios na carreira, enfrenta forte pressão por consistência.
• Na academia da Red Bull, Daniel Ricciardo, Yuki Tsunoda e Liam Lawson alimentam a disputa interna por uma vaga titular.
• No mercado externo, nomes como Lando Norris e Fernando Alonso já foram publicamente elogiados por Christian Horner e Helmut Marko, ainda que ambos tenham contratos atuais com outras equipes.
Raio-X: desempenho de quem está na conversa
Sergio Pérez (Red Bull)
– 5 vitórias na F1
– 39 pódios
– 2º colocado no Mundial de 2023
Daniel Ricciardo (Visa RB)
– 8 vitórias
– 32 pódios
– Experiência prévia como companheiro de Verstappen (2016-2018)
Yuki Tsunoda (Visa RB)
– Melhor resultado: 4º lugar (Abu Dhabi/2023)
– Médio de pontos por corrida em 2023: 1,8
Liam Lawson (reserva Red Bull)
– 5 GPs disputados em 2023 como substituto
– Melhor resultado: 9º (Singapura)
Impacto estratégico para 2026
Ao fixar o anúncio para logo após o GP do Catar, a Red Bull evita que o tema piloto se arraste durante o inverno europeu e assegura foco total no projeto do novo motor. Quem assumir o cockpit terá, na prática, uma temporada completa (2025) para alinhar estilo de pilotagem, feedback e integração com a engenharia antes da virada regulatória.
Imagem: Internet
O que observar nos próximos meses
• Performance de Pérez nas etapas finais de 2024: cada erro ou pódio pode pesar.
• Evolução de Ricciardo e Tsunoda na Visa RB (ex-AlphaTauri): ambos estão sob avaliação direta da matriz.
• Possíveis movimentos contratuais de pilotos de fora do grupo Red Bull, especialmente se houver cláusulas de saída ativáveis até o meio de 2025.
Com a data do Catar estabelecida, a corrida silenciosa nos bastidores já começou. Enquanto isso, a Red Bull mantém a vantagem técnica na pista e ganha tempo precioso fora dela para montar a dupla que terá a missão de inaugurar a era dos motores Red Bull Ford em 2026.
Com informações de BandSports