São Paulo (SP) – A Red Bull Racing confirmou nesta quinta-feira que Isack Hadjar, 21 anos, assumirá a vaga de segundo piloto ao lado de Max Verstappen a partir da temporada 2026 da Fórmula 1. No mesmo anúncio, o grupo austríaco revelou que o britânico Arvid Lindblad, 18, será promovido para a Visa Cash App RB (equipe satélite) já no início do mesmo campeonato, consolidando o caminho do seu programa de jovens talentos.
Por que Hadjar ganhou a preferência
A mudança atende a duas necessidades estratégicas da Red Bull: renovar o assento que hoje pertence a Sergio Pérez, cujo contrato vai até o fim de 2025, e manter viva a filosofia de abastecer a equipe principal com nomes formados “em casa”. Hadjar está no programa júnior desde 2021, venceu corridas na F3 e, na F2, já demonstrou ritmo em classificação e recuperação em corridas longas – características valorizadas pelo time chefiado por Christian Horner.
Rearranjo completo na estrutura de pilotos
Com o francês ao lado de Verstappen, a Red Bull garante estabilidade técnica e abre espaço para que Lindblad dê seus primeiros passos na F1 em ambiente de menor pressão, mas com o mesmo pacote de motor e simulador do time principal. A promoção dupla também reduz a necessidade de buscar pilotos fora da academia, algo que não acontecia desde 2019, quando Pérez foi contratado emergencialmente.
Raio-X dos novos titulares
Isack Hadjar
– Nacionalidade: francesa (com ascendência argelina)
– Data de nascimento: 28/09/2004
– Principais resultados: 2 vitórias e 1 pole na F3 (2022); pódios e top-5 em corridas de F2
– Estilo de pilotagem: agressivo em batalhas roda a roda, mas consistente na gestão de pneus
Arvid Lindblad
– Nacionalidade: britânica
– Data de nascimento: 08/08/2007
– Palmarés de base: títulos europeus de kart; vitórias na F4 Italiana; destaque no teste de jovens da F3
– Ponto forte: capacidade de adaptação rápida em pistas desconhecidas
Imagem: Instagram
Impacto no mercado de 2026
A definição antecipada bloqueia uma das cadeiras mais cobiçadas do grid e deverá acelerar negociações em cascata. Equipes de meio pelotão que contavam com uma eventual dança das cadeiras tendem agora a mirar pilotos experientes que ficarão sem espaço. Para a Red Bull, o ganho é duplo: tempo para integrar Hadjar aos processos internos e estabilidade para Verstappen focar na luta por mais títulos, já conhecendo seu futuro companheiro.
Perspectiva – Com o pipeline de talentos alinhado, a Red Bull enviou um recado claro: a porta de entrada para a equipe de ponta passa obrigatoriamente pela formação interna. Hadjar terá 2025 para continuar sua curva de aprendizado na F2 com respaldo total do time, enquanto Lindblad poderá acumular quilometragem em testes de novatos. A pré-temporada de 2026 servirá como termômetro do sucesso desse plano – e o desempenho dos dois jovens será observado de perto por todo o paddock.
Com informações de BandSports