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    Novo presidente do São Paulo deve demitir Milton Cruz e mais um

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    São Paulo, 26 de janeiro de 2026 – O presidente recém-empossado Harry Massis Jr. seguirá promovendo mudanças estruturais no São Paulo Futebol Clube e deve oficializar nos próximos dias a demissão do auxiliar técnico permanente Milton Cruz e do diretor-adjunto das categorias de base Francisco Moreto Jr., conforme apuração da ESPN.

    Por que as demissões fazem parte da nova gestão

    A saída de Milton Cruz — profissional historicamente ligado a Muricy Ramalho, que deixou o clube por questões de saúde — simboliza o fim de um ciclo iniciado nos anos 2000, quando o Tricolor conquistou o tricampeonato brasileiro (2006–08). Já a dispensa de Francisco Moreto Jr. sinaliza que a base também será reestruturada, área prioritária para Massis Jr. desde a posse, em substituição a Julio Casares.

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    Quem é Milton Cruz e qual seu peso no vestiário

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    Auxiliar em diferentes comissões desde 1997, Milton participou de mais de duas décadas de trabalho no CT da Barra Funda, atuando como interino em diversos momentos e colaborando diretamente para sete títulos nacionais e internacionais. Sua experiência como ponte entre elenco e comissão técnica sempre foi considerada um ativo estratégico, sobretudo em períodos de instabilidade.

    Impacto na base com a saída de Francisco Moreto Jr.

    Moreto Jr. respondia pelo elo operacional entre as categorias de formação e o departamento profissional. A troca de comando na base pode redesenhar processos de captação e transição de atletas, uma pauta fundamental para o clube que revelou nomes como Lucas Moura, Casemiro e Éder Militão nas últimas décadas.

    Rafinha volta ao Morumbi para ser líder de grupo

    Enquanto alguns deixam o clube, o ex-lateral Rafinha — capitão na conquista da Copa do Brasil em 2023 — tem chegada acertada para atuar como team manager, funcionando como elo direto entre diretoria e elenco. O movimento reforça a intenção de Massis Jr. de agregar liderança experiente ao dia a dia do vestiário.

    Situação de Hernán Crespo: respaldo, mas com cobrança tática

    Apesar das críticas internas à “pobreza tática” e do incômodo gerado pelos comentários políticos do treinador, a diretoria entende que novas mudanças técnicas agora poderiam acentuar a instabilidade. Crespo soma apenas uma vitória em 2026 e vê o time ocupar a antepenúltima posição fora da zona de rebaixamento do Campeonato Paulista, mas recebeu sinal verde para continuar.

    Raio-X do momento tricolor

    • Vitórias na temporada 2026: 1
    • Posição no Paulistão: uma acima da zona de rebaixamento
    • Principais saídas já confirmadas: Muricy Ramalho (coordenação), Marcio Carlomagno (médico)
    • Próximos jogos: Flamengo (28/01, Brasileirão), Santos (31/01, Paulistão) e Santos (04/02, Brasileirão)

    O que muda nos próximos jogos

    A curto prazo, a ausência de Milton Cruz deve redistribuir responsabilidades na comissão de Hernán Crespo, que perde um aliado histórico na preparação tática e motivacional. Na base, a diretoria corre para preencher a lacuna antes do início das competições sub-20 e sub-17, visando manter o fluxo de atletas para o profissional.

    Conclusão prospectiva: A reformulação capitaneada por Harry Massis Jr. sinaliza uma mudança gerencial profunda que pode redefinir o ambiente no Morumbi ainda no primeiro trimestre. Se o novo organograma acelerar processos e reduzir ruídos internos, o São Paulo terá condições de buscar estabilidade esportiva já nos próximos confrontos contra Flamengo e Santos. Caso contrário, a pressão externa por resultados pode recolocar o futuro de Hernán Crespo em pauta.

    Com informações de ESPN Brasil

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