Novorizontino e Remo se enfrentam neste sábado (8), às 16h, no Estádio Jorge Ismael de Biasi, pela 36ª rodada da Série B; com 58 pontos e três jogos por fazer, o Leão depende apenas de si para retornar à Série A após 31 anos – feito amparado nas decisões do executivo de futebol Marcos Braz.
Da instabilidade ao G-4: as escolhas que mudaram o rumo azulino
Quando Marcos Braz foi anunciado em 31 de maio, o Remo ocupava a 6ª posição, vinha de três partidas sem vitória e procurava técnico depois da saída de Daniel Paulista. O dirigente, campeão de praticamente tudo no Flamengo, apostou inicialmente em António Oliveira. O rendimento de 40% em 15 jogos manteve o time fora do grupo de acesso, gerou cobranças da torcida e levou Braz a fazer a “correção de rota”.
Com quatro acessos no currículo, Guto Ferreira assumiu e encaixou imediatamente o elenco: foram seis vitórias consecutivas – sequência que catapultou o clube para a 3ª posição. A invencibilidade foi quebrada apenas no empate com a Chapecoense, mas o ganho de pontos permitiu ao Leão abrir vantagem de dois pontos para o próprio Novorizontino, o 5º colocado.
Reforços sob medida: 16 nomes, quatro titulares absolutos
Braz trouxe 16 jogadores, sendo que quatro se consolidaram na equipe principal:
- Jorge – lateral esquerdo multicampeão por Flamengo e Palmeiras, dá profundidade e qualidade de cruzamento.
- Panagiotis Tachtsidis – volante grego, aporta saída de bola vertical e experiência internacional.
- Diego Hernández – atacante uruguaio ex-Botafogo, aceleração nas transições.
- Nicolás Ferreira – ponta uruguaio, responsável por 1×1 agressivo e amplitude.
Com Guto, o quarteto tornou-se titular, elevando a média de gols marcados do Remo no período (dado não divulgado oficialmente, mas refletido nas seis vitórias seguidas que totalizaram 13 pontos a mais).
Raio-X da campanha azulina
Pontuação: 58 pontos em 35 jogos.
Distância para o 5º colocado: 2 pontos.
Histórico da Série B: Desde 2006, quem termina com 63 a 65 pontos costuma conquistar o acesso; o Remo precisa, portanto, de mais 5 a 7 pontos nos últimos 9 em disputa.
Baenão: a escolha logística que virou vantagem competitiva
Trocar o Mangueirão (capacidade superior a 40 mil) pelo Baenão (cerca de 13 a 14 mil) gerou protestos iniciais, mas Marcos Braz defendeu a atmosfera “caldeirão”. O desempenho em casa após a mudança – sem derrotas e com 80% de aproveitamento – sustenta a decisão. O dirigente compara o ambiente a estádios conhecidos pela pressão, como Bombonera e El Cilindro.
Imagem: Internet
O que vale o duelo direto contra o Novorizontino
Uma vitória em Novo Horizonte deixará o Remo com, no mínimo, três pontos de vantagem e saldo superior a dois concorrentes diretos (Novorizontino e o 4º colocado). Em termos práticos, chegar aos 61 pontos antes das rodadas finais reduzirá a necessidade de combinações e permitirá que o clube decida a volta à elite no Baenão, onde ainda recebe o Avaí.
Próximos compromissos do Remo
36ª rodada – Novorizontino (F) – 08/11
37ª rodada – Avaí (C) – 15/11
38ª rodada – Volta Redonda (F) – 22/11
Impacto futuro: gestão, campo e mercado
Se a arrancada se converter em acesso, o modelo de trabalho de Marcos Braz – mesclando apostas de mercado internacional com nomes experientes – ganhará força como case de sucesso fora do eixo Rio-São Paulo. Para o Remo, chegar à Série A após três décadas significa não apenas aumento de receitas de TV, mas também reposicionamento competitivo na região Norte e maior poder de atração de jogadores em 2026.
No curto prazo, a atuação contra o Novorizontino será termômetro da consistência defensiva sob Guto Ferreira, enquanto o Baenão desponta como trunfo decisivo na rodada seguinte. Uma combinação de mais duas vitórias pode assegurar matematicamente o retorno à elite antes mesmo da última jornada.
Com informações de ESPN.com.br