São Paulo, 10 de junho de 2024 – O Corinthians recebeu, nas últimas horas, a oferta de Renan Lodi, lateral-esquerdo brasileiro que acaba de rescindir com o futebol saudita, para reforçar o elenco já na temporada 2026. A diretoria analisa a proposta porque o atleta ganhava mais de R$ 2 milhões mensais no Al-Hilal (após passagem pelo Al-Nassr) e precisaria aceitar uma redução substancial, alinhada à nova política salarial implementada pelo presidente Osmar Stabile.
Por que Renan Lodi foi oferecido ao Corinthians?
O estafe do jogador procura um projeto esportivo competitivo no Brasil depois da experiência na Arábia Saudita. O Corinthians, por sua vez, busca equilibrar receita e desempenho em campo: a folha salarial para 2025/26 deverá encolher, mas posições carentes – como a lateral esquerda – continuam no radar.
Nos últimos meses, o Timão alternou entre Hugo e Diego Palacios na posição. Ambos ainda oscilam e não atingiram a média de participação ofensiva desejada pelo técnico – apenas 0,8 passes para finalização por 90 min, segundo dados do Footstats. O nome de Lodi, portanto, surge como uma oportunidade de mercado, caso se encaixe no teto orçamentário.
Raio-X de Renan Lodi
- Idade: 26 anos (nascido em 8/4/1998)
- Clubes profissionais: Athletico-PR → Atlético de Madrid → Nottingham Forest (empr.) → Olympique de Marseille → Al-Hilal
- Jogos na Europa (2019-2023): 171 partidas, 5 gols, 13 assistências*
- Seleção Brasileira: 17 convocações, 1 gol
- Médias 2023/24 pelo Al-Hilal: 1,6 desarmes, 1,3 interceptações e 1,1 passes decisivos por 90 min**
*Transfermarkt / **Wyscout
Impacto tático caso o negócio avance
Ao contrário dos laterais atuais do Corinthians, Lodi se notabiliza por:
- Amplitude ofensiva: costuma ocupar o corredor alto, permitindo a inversão de lado e abrindo espaço para o meia interno.
- Construção por dentro: no Atlético de Madrid, formou uma dobradinha com o volante à frente da defesa, ajudando na saída de três.
- Experiência internacional: 34 jogos de Champions League, fator que eleva o nível competitivo em mata-matas.
Essa versatilidade permite que o técnico utilize tanto a linha de quatro tradicional quanto uma linha de três zagueiros, com o lateral virando ala. Em 2024, o Corinthians ocupou em média apenas 27% do tempo de posse no terço final; com Lodi, a tendência é aumentar essa presença, especialmente em cruzamentos rasteiros (sua especialidade) para centroavantes como Yuri Alberto.
O dilema financeiro
A diretoria fixou teto próximo de R$ 1,2 milhão mensais para contratações de peso. Lodi teria de reduzir cerca de 40-45% do último salário para se adequar. A alternativa analisada é um contrato de produtividade, com bônus por metas de títulos e minutagem.
Imagem: Getty s
Outro ponto é a taxa de assinatura. Mesmo sem vínculo no exterior, o lateral pode cobrar luvas, o que exigiria criatividade na engenharia financeira (parcelamento em direitos de imagem ou bônus escalonados).
Próximos passos e possíveis consequências para o elenco
Se Lodi aceitar a adequação salarial, o Corinthians pode negociar a liberação antecipada de um dos atuais laterais, liberando espaço na folha. Caso contrário, o clube manterá o foco em alvos de custo médio do mercado sul-americano.
No curto prazo, a proposta evidencia o novo perfil de contratações do Timão: atletas com rodagem europeia, mas dispostos a ajustar salário dentro de limites claros. Já no médio prazo, a definição do caso Lodi servirá de parâmetro para futuras investidas no mercado e pode reconfigurar a hierarquia da lateral esquerda em 2026.
Com informações de SouTimão