Barcelona (ESP) – Joan Laporta entregou sua carta de renúncia nesta segunda-feira (9/2/2026) para cumprir o estatuto do clube e poder disputar novamente a presidência do FC Barcelona nas eleições marcadas para 15 de março.
Por que Laporta precisou sair antes de concorrer?
O regulamento interno do Barça determina que o mandatário em exercício deixe o cargo antes do pleito, garantindo isonomia entre os candidatos. Durante o período eleitoral, o clube será administrado por uma comissão gestora presidida por Rafa Yuste, vice-presidente desde 2021 e figura de confiança de Laporta.
Quem são os concorrentes e quais os próximos passos?
Além de Laporta, já oficializaram pré-candidatura:
- Víctor Font – segundo colocado em 2021;
- Marc Ciria – economista e sócio atuante em pautas financeiras;
- Xavier Vilajoana – ex-diretor da base;
- Joan Camprubí – empresário do setor tecnológico.
Para que seus nomes apareçam na cédula, cada aspirante precisa recolher 2.321 assinaturas de sócios até a data-limite fixada pelo clube.
Raio-X de Laporta: números de suas gestões
Período 1 (2003-2010)
- La Liga: 4 títulos
- UEFA Champions League: 2 títulos
- Contratações emblemáticas: Ronaldinho, Eto’o, Iniesta promovido da base
Período 2 (2021-2026)*
- La Liga: 1 título (2022/23)
- Copa do Rei: 1 título (2023/24)
- Reestruturação financeira: corte de €150 mi em massa salarial desde 2021 (dados LaLiga)
- Obras do Spotify Camp Nou: 90% concluídas, entrega parcial prevista para início de 2027
*até a data da renúncia.
Imagem: Internet
Messi como trunfo eleitoral: qual pode ser o papel do craque?
A campanha deve girar em torno de um possível retorno de Lionel Messi, hoje atleta do Inter Miami até dezembro de 2025 com opção de extensão. Laporta sinaliza que o argentino poderia:
- Atuar como jogador em contrato de curta duração para a temporada 2026/27;
- Assumir função institucional, reforçando a marca global;
- Participar da inauguração oficial do novo Camp Nou, evento previsto para 2027.
Os rivais políticos avaliam o movimento como estratégia de marketing, mas também reconhecem o potencial de receita em bilheteria e patrocínios que a volta do ídolo geraria.
Pontos-chave do debate eleitoral
- Mercado de verão 2026: setor defensivo sofreu 46 gols em LaLiga 2025/26 e carece de zagueiro experiente.
- Fair Play Financeiro: teto salarial da LaLiga para o Barça é hoje €373 mi; qualquer reforço exigirá novas saídas.
- Spotify Camp Nou: conclusão da fase final pode custar mais €200 mi; gestão futura precisará definir naming rights complementares.
O que esperar até 15 de março?
Com a comissão de Yuste tocando o dia a dia, nenhuma contratação de peso deve ser fechada antes da eleição. No campo, Xavi Hernández terá que manter o foco no Top-4 de LaLiga enquanto o ambiente político ferve nos bastidores.
O pleito de 15/3 decidirá não apenas quem ocupará a presidência até 2032, mas também o rumo financeiro, esportivo e institucional do Barcelona em uma década crucial de transição para o novo estádio e possível retorno de Messi.
Com informações de ESPN Brasil