Las Vegas (EUA), 24 de janeiro de 2025 — o presidente do UFC, Dana White, oficializou o card do UFC 324 e confirmou o aguardado retorno de Amanda Nunes após 19 meses de aposentadoria. A brasileira medirá forças com a campeã olímpica de judô Kayla Harrison, enquanto Paddy Pimblett e Justin Gaethje disputarão o cinturão interino dos leves na mesma noite, marcando a estreia da organização em um novo modelo de transmissão sem pay-per-view nos Estados Unidos.
Por que o retorno de Amanda Nunes é central na “nova era” do UFC
Eleita por muitos rankings independentes como a maior lutadora de MMA de todos os tempos, Amanda Nunes encerrou a carreira em junho de 2023 com 23 vitórias e 5 derrotas, além de títulos simultâneos nos pesos galo e pena. Ao alçá-la ao evento inaugural do novo parceiro de TV, o UFC sinaliza:
- Atração de massa: Nunes carrega média de 500 mil buscas mensais no Google globalmente, impulsionando alcance digital.
- Narrativa esportiva: rivalidade com Kayla Harrison, ex-parceira de treinos na ATT e campeã invicta na PFL (15-0), oferece enredo competitivo que dispensa cinturão vacante.
- Contexto de categoria: desde a saída de Nunes, nenhum cinturão linear foi definido no peso galo feminino; o duelo resolve o vácuo técnico e comercial.
Impacto tático: estilos que colidem no peso galo
Amanda Nunes sustentou 1,65 de quociente “Golpes Significativos Desferidos x Recebidos” ao longo da carreira, combinando boxe preciso e grappling defensivo (82% de defesa de queda). Do outro lado, Kayla Harrison converte 4,5 quedas por 15 minutos com 63% de sucesso, modelo semelhante ao de Khabib Nurmagomedov. A projeção preliminar indica:
- Se a luta se mantiver em pé por mais de 7 minutos, a taxa de nocaute técnico de Nunes (57%) se torna decisiva.
- Harrison precisa chegar às costas até o 2º round; do contrário, a vantagem de potência migra para a brasileira.
Raio-X do card do UFC 324
Lutas principais
- Justin Gaethje (25-4) x Paddy Pimblett (22-3) – cinturão interino dos leves
• Gaethje: 7 bônus de “luta da noite” em 11 aparições no UFC.
• Pimblett: 4-0 na organização, porém absorve 4,35 golpes por minuto. - Kayla Harrison (15-0) x Amanda Nunes (23-5) – cinturão peso galo feminino
Destaques adicionais
- Sean O’Malley x Song Yadong – duelo que pode definir próximo desafiante dos galos.
- Arnold Allen x Jean Silva – brasileiro pode entrar no top-5 dos penas com vitória.
- Alexa Grasso x Rose Namajunas – chance de Grasso reforçar status de ex-campeã rumo a nova disputa nos moscas.
Como o novo modelo de transmissão altera o jogo comercial
O fim do pay-per-view nos EUA remove a barreira de preço médio de US$ 79,99 por evento e amplia o público potencial em 42 milhões de assinantes da nova emissora. Para atletas, a visibilidade tende a:
Imagem: Internet
- Aumentar valor de patrocínios pessoais (ex.: placas no octógono e criptopatches).
- Elevar bônus de performance, já que as “métricas de engajamento” se tornam prioridade.
Calendário imediato: o que vem depois do UFC 324
Dana White adiantou que Alexander Volkanovski defenderá o cinturão dos penas contra Diego Lopes em 31 de janeiro, no UFC 325, na Austrália. A depender do resultado de Allen x Jean Silva, o vencedor pode ocupar a linha de frente para enfrentar o sobrevivente de Volkanovski x Lopes ainda em 2025.
Conclusão Prospectiva
O retorno de Amanda Nunes, aliado à luta interina entre Gaethje e Pimblett, estabelece o UFC 324 como ponto de virada esportivo e de negócios. Caso Nunes recupere o cinturão, a categoria galo feminina retoma estabilidade; já Harrison pode inaugurar um novo ciclo se confirmar o título. No pano de fundo, o modelo sem pay-per-view será monitorado de perto por outras ligas de combate como possível caminho de monetização em 2025.
Com informações de ESPN.com.br