Porto Alegre (07/10/2025) – O meia colombiano Monsalve, afastado dos gramados desde julho por causa de uma instabilidade no ombro direito, tem liberação médica prevista para 15 de outubro e deve voltar a treinar sem restrições no CT Presidente Luiz Carvalho. A recuperação ocorre em tempo de reforçar o Grêmio nos três compromissos que o clube terá logo após a Data FIFA.
Por que a volta de Monsalve é estratégica para o Grêmio
Desde a lesão sofrida contra o Alianza Lima, pela Copa Sul-Americana, o técnico gremista perdeu uma peça-chave na ligação entre meio e ataque. O colombiano atua como segundo volante ou meia interior, função em que o clube alternou entre jovens da base e adaptações de laterais, buscando manter a transição rápida e a pressão pós-perda — conceito valioso no modelo tricolor.
Com a reabilitação completa, a comissão técnica volta a contar com um jogador capaz de:
- Equilibrar a saída de bola, abrindo caminho para volantes de contenção ficarem mais fixos;
- Aumentar a taxa de passes progressivos — estatística em que o Grêmio caiu 8 % nas últimas 10 rodadas, segundo o departamento de análise interno;
- Reforçar o jogo de bola parada ofensiva, já que Monsalve executa 0,23 assistências por 90 min em cobranças laterais e escanteios.
Raio-X de Monsalve em 2025
Jogos: 28
Gols: 3
Assistências: 4
Minutos em campo: 1 843
Participações diretas em gol: 1 a cada 263 min
Desarmes por jogo: 2,1
Precisão de passe: 88 %
Calendário apertado: três jogos em 11 dias
O Grêmio volta da pausa enfrentando o São Paulo em 16/10, recebe o Bahia na Arena Fonte Nova em 19/10 e fecha o mês contra o Juventude no dia 27/10. Caso cumpra o cronograma, Monsalve teria até duas partidas de ritmo de jogo antes do clássico gaúcho contra o Juventude, potencialmente decisivo para as aspirações da equipe na tabela.
Cenários táticos: opções para a comissão técnica
1. 4-2-3-1 com Monsalve como segundo volante – Liberaria o meia criativo a atuar centralizado, mantendo solidez na marcação com dois homens de proteção.
2. 4-3-3 em triângulo – Colombiano como interior direito ou esquerdo, permitindo amplitude aos pontas e facilitando as inversões de jogo.
3. 3-4-2-1 – Utilizado em momentos de maior necessidade defensiva; Monsalve seria um dos “meias de faixa”, responsável por pressionar a saída adversária.
Imagem: Lucas Uebel
Qualquer que seja a escolha, os dados apontam melhora no volume ofensivo: o Grêmio finaliza em média 12,4 vezes por jogo sem Monsalve; com ele em campo esse número sobe para 14,1.
Impacto futuro: Se não houver intercorrências no ombro, o meia estará apto a participar de até 12 partidas restantes do Brasileirão, número suficiente para influenciar diretamente na luta por G-4 ou, no mínimo, por vaga direta à próxima edição da Copa Libertadores.
O retorno de Monsalve, portanto, não é apenas mais uma reintegração ao elenco; trata-se de um potencial ponto de inflexão para a reta final da temporada, em que cada posse de bola qualificada pode fazer a diferença na classificação final.
Com informações de Portal do Gremista