São Paulo, 2024 – O atacante argentino Emiliano Rigoni, que retornou ao São Paulo por empréstimo nesta temporada, não atingiu as metas contratuais de minutos em campo e, segundo apuração interna, a diretoria já trabalha com a possibilidade de não mantê-lo no elenco a partir de 2026, seguindo a política de redução de folha salarial.
Entenda a cláusula de participação
O acordo firmado entre São Paulo e Austin FC prevê renovação automática por mais um ano caso o atleta participe de 12 partidas até dezembro, atuando pelo menos 45 minutos em cada uma delas. Até agora, Rigoni:
- Jogou 9 partidas;
- Atuou os 45 minutos mínimos em apenas 3 delas.
Com menos de 40% da meta de tempo efetivo cumprida e apenas três meses restantes em calendário cheio de mata-matas, dirigentes já consideram “muito improvável” que a cláusula seja acionada.
Raio-X de Emiliano Rigoni no São Paulo
Primeira passagem (2021–2022)
- 55 jogos
- 11 gols
- 5 assistências (dados: Ogol)
Retorno em 2024
- 9 jogos
- 0 gols
- 0 assistências
- 2 finalizações certas – média de 0,22 por jogo
O baixo volume ofensivo contrasta com a necessidade do São Paulo de elevar sua produção no setor: a equipe soma 1,1 gol por partida no Campeonato Brasileiro, 10ª melhor marca da competição.
Impacto financeiro e planejamento de elenco
A permanência de Rigoni exigiria a compra de seus direitos ou novo empréstimo oneroso, custo considerado alto na estratégia atual de enxugar salários. O clube pretende:
Imagem: Rubens Chiri e Paulo Pinto
- Abrir espaço na folha para renovar com jovens da base;
- Buscar atacantes mais baratos e com revenda futura;
- Manter competitividade nas copas sem expandir gastos fixos.
O que muda para Dorival Júnior?
Sem Rigoni como opção de lado, o treinador deve intensificar minutos de Erick, Juan e João Moreira, além de avaliar mercado para a janela do meio de 2025. A saída do argentino abre ainda vaga de estrangeiro, importante num elenco que já conta com Arboleda, Calleri e Ferraresi.
Próximos passos e calendário apertado
O Tricolor terá pelo menos 12 partidas entre Brasileirão e mata-mata da Libertadores até outubro. Mesmo que Rigoni estivesse apto em todas, precisaria jogar os 45 minutos mínimos em 9 delas para alcançar a cláusula – cenário que hoje não é considerado prioridade pela comissão técnica.
Conclusão prospectiva: Caso o rendimento não mude nas próximas semanas, Rigoni deve encerrar a temporada como peça de rotação e, sem a renovação automática, ficará livre para negociar novo destino. A diretoria tricolor, por sua vez, já projeta uma reformulação ofensiva para 2025, de olho em nomes com menor custo e maior potencial de revenda.
Com informações de Nação Tricolor