Brasília, 18 de novembro de 2025 – Camisa 10 da seleção brasileira, Rodrygo Goes reconheceu após o empate por 1 a 1 com a Tunísia, no Estádio Mané Garrincha, que vive situação oposta entre clube e seleção: enquanto goza de plena confiança de Carlo Ancelotti no Brasil, perdeu espaço no Real Madrid depois da chegada de Xabi Alonso. O atacante afirmou que só o desempenho diário em Valdebebas pode convencê-lo a lhe oferecer mais minutos.
Por que Rodrygo perdeu espaço no Real Madrid
Com a posse do cargo em junho, Xabi Alonso modificou a estrutura ofensiva madridista. O 4-2-2-2 com mobilidade que lhe rendeu elogios na Bundesliga cedeu lugar a um 3-4-2-1 híbrido, no qual Vinícius Júnior e o recém-integrado Endrick têm alternado funções de ponta e referência. Nessa engrenagem, Rodrygo passou a disputar minutos não só com os compatriotas, mas também com Brahim Díaz e Arda Güler, jogadores que se adaptam com mais naturalidade à meia-ponta central implantada pelo técnico espanhol.
Resultado: desde agosto, o brasileiro deixou de ser titular absoluto e, em várias rodadas de LaLiga, foi utilizado apenas no segundo tempo. A consequência direta é a queda no número de finalizações por 90 minutos (de 3,1 em 2024/25 para 1,9 até a pausa de novembro), segundo dados públicos do StatsBomb.
Seleção de Ancelotti: função clara para o camisa 10
No Brasil, o cenário é inverso. Ancelotti manteve Rodrygo como meia-atacante pela direita no 4-3-3, posição já consolidada desde os amistosos de setembro. O treinador enfatiza a capacidade do jogador de dialogar por dentro com Paquetá e acelerar a transição com Vini Jr.. Até aqui, o atacante participou de oito dos 11 gols anotados sob comando do italiano (4 gols e 4 assistências).
Raio-X: números recentes de Rodrygo
- 2024/25 no Real Madrid: 45 jogos, 18 gols, 9 assistências.
- 2025/26 até a Data-FIFA de novembro: 14 jogos, 2 gols, 1 assistência.
- Seleção em 2025: 9 jogos, 4 gols, 4 assistências.
- Minutos médios em campo: 83 min (2024/25) → 46 min (2025/26*).
*temporada em andamento
Impacto futuro para Real Madrid e Seleção
Para o clube espanhol, a reintegração plena de Rodrygo pode oferecer a profundidade de elenco necessária na reta decisiva da Champions, especialmente diante de um calendário que, em abril, poderá ter até oito partidas em 26 dias. Já para a seleção, a continuidade do atacante em alta intensidade é estratégica: Ancelotti pretende chegar à Copa do Mundo de 2026 com um trio ofensivo automatizado há pelo menos 18 meses.
Imagem: Internet
Próximos passos: o Real Madrid volta a campo em 22 de novembro contra o Villarreal. A expectativa é de que Xabi Alonso rode o elenco devido às datas-FIFA, abrindo brecha para Rodrygo iniciar entre os 11. Pela seleção, o próximo compromisso será em março, nas Eliminatórias, quando Ancelotti avaliará quem sustentou minutagem regular na temporada europeia.
Se Rodrygo transformar o incômodo atual em desempenho nos treinos do Real, o atacante poderá não apenas reconquistar minutos na Espanha, mas chegar à Copa como peça incontestável – status que hoje só possui com a camisa verde-amarela.
Com informações de ESPN Brasil