Roma, 8 de fevereiro de 2026 – A equipe comandada por Gian Piero Gasperini alcançou a marca de 100 partidas perdidas por contusões em apenas cinco meses e meio de temporada, um número que transforma o departamento médico em peça-chave para o futuro giallorosso na Serie A e na corrida por vaga na Champions League.
Quais atletas estão fora e por quê?
O treinador não pôde contar, simultaneamente, com nomes decisivos do elenco:
- Angeliño – 19 jogos fora (problemas no bíceps femoral);
- Bailey – 17 jogos fora e devolvido ao Aston Villa na primeira oportunidade;
- Dovbyk – 14 jogos fora após lesão miotendínea que exigiu cirurgia;
- Ferguson – 9 partidas ausente por questões musculares;
- Pellegrini e Hermoso – 6 jogos cada;
- Dybala, Koné, El Shaarawy e Vaz – seguem em programa separado de recuperação;
- N’Dicka e El Aynaoui – perderam jogos devido à Copa Africana de Nações, além de problemas leves.
Raio-X das baixas giallorosse
Tipologia das lesões:
- Lesões musculares (bíceps femoral lidera as ocorrências);
- Entorses de joelho e tornozelo;
- Pubalgia e tendinites;
- Contusões diversas;
- Fratura nasal (Mancini).
Apenas Dovbyk precisou de procedimento cirúrgico, porém o acúmulo de problemas em momentos-chave impediu Gasperini de repetir escalações ou acelerar sua habitual rotação.
Impacto tático: o que Gasperini deixa de ganhar?
Gasperini baseia seu 3-4-3 na amplitude dos alas e na pressão alta. Sem Angeliño – especialista em cruzamentos curtos para o segundo pau – o time perde profundidade pelo lado esquerdo. A ausência frequente de Dybala corta a criatividade entrelinhas, enquanto Dovbyk, referência física na área, faria dupla complementar a Malen nos jogos de transição rápida.
No meio-campo, Ferguson é peça de chegada à área. Sua falta obriga Pellegrini a recuar mais, quebrando a conexão direta com o trio ofensivo. Na defesa, Hermoso é vital para a saída curta: sem ele, as bolas longas se tornam mais comuns, reduzindo a posse – característica que Gasperini busca manter acima dos 55%.
Comparativo com a Serie A 2025/26*
*Dados públicos do observatório de performance física da liga.
Imagem: Internet
- Média de jogos perdidos por elenco na Serie A: 46
- Roma: 100 (mais que o dobro da média)
- Posição no ranking de lesões: 1º lugar
- Posição na tabela: 7º, a 4 pontos da zona Champions
Calendário apertado e projeção para os próximos meses
Caso o ritmo de ausências se mantenha, o clube pode ultrapassar 150 jogos perdidos até o fim de abril, justamente quando encara uma série decisiva contra Inter, Juventus e um confronto direto com a Atalanta. A volta integral de Dybala e Hermoso é esperada para o duelo com o Cagliari, mas Angeliño, Dovbyk e Vaz tendem a precisar de, no mínimo, duas semanas adicionais.
Internamente, a comissão avalia ajustar cargas de treino e reforçar a rotação, recorrendo a jovens da base para jogos de menor risco. Uma recuperação coletiva pode redefinir o patamar competitivo da Roma, sobretudo na briga pelo G-4, mas cada novo contratempo médico amplia o cenário de incerteza.
Conclusão prospectiva: se o departamento médico conseguir devolver titulares antes da maratona de março, Gasperini terá pela primeira vez na temporada a chance de implementar seu modelo completo de jogo. Caso contrário, o clube corre o risco de ver a disputa europeia escapar pelos dedos em meio a planilhas de reabilitação.
Com informações de Corriere dello Sport