São Paulo e Grêmio podem protagonizar uma movimentação de peso nos bastidores: o executivo de futebol Rui Costa, com contrato no Morumbi até dezembro de 2025, é cotado para integrar a diretoria gremista a partir de 2026.
Por que Rui Costa está na mira do Grêmio
O dirigente é visto em Porto Alegre como peça-chave para reformular o departamento de futebol gremista. Segundo o jornalista Alexsander Vieira, a cúpula tricolor gaúcha avalia que a experiência de Rui em processos de reconstrução — algo que ele comandou no próprio Grêmio entre 2011 e 2016 e, mais recentemente, no São Paulo — pode acelerar ajustes técnicos e administrativos já planejados para a temporada 2026.
Contexto no Morumbi: clima de mudanças para 2026
No São Paulo, a permanência de Rui Costa também é tema de discussão. O clube atravessa “vexames recentes” em 2025 e, nas palavras de bastidores, estuda uma reestruturação ampla — movimento que deve incluir entradas e saídas de jogadores, bem como ajustes no organograma do futebol. O último ano de mandato do presidente Júlio Casares, em 2026, aumenta a pressão por resultados rápidos.
Raio-X do dirigente
Passagens anteriores:
- Grêmio (2011-2016) – duas Copas do Brasil e forte base da equipe campeã da Libertadores 2017.
- Atlético-MG (2019) – início do projeto de reestruturação que culminou nos títulos nacionais de 2021.
- Corinthians (2020) – responsável por ajustes salariais e captação de jovens da base.
- São Paulo (2021-2025) – redução da folha em 15% entre 2021 e 2023 e classificação para três finais estaduais consecutivas.
Números em 2025 pelo São Paulo*
- Média de pontos no Brasileirão 2025: 1,35 por jogo (até a 20ª rodada).
- Saldo de gols: –2 (26 marcados, 28 sofridos).
- Uso da base: 29% dos minutos totais pertencem a atletas formados em Cotia.
*Dados oficiais da CBF até agosto/2025.
Imagem: Rubens Chiri
Como o Grêmio pode mudar com Rui Costa
A gestão gaúcha trabalha com três frentes caso o acerto se concretize:
- Recrutamento direcionado: prioridade a jogadores sub-24 com potencial de revenda — modelo que Rui aplicou no São Paulo (contratações de Michel Araújo e Ferraresi, por exemplo).
- Integração base-profissional: meta de elevar para 30% os minutos de atletas formados em Eldorado do Sul até 2027.
- Modelo de gestão orçamentária: teto salarial escalonado e bonificações por desempenho coletivo, prática já implementada pelo dirigente em clubes anteriores.
Próximos passos e impacto nos bastidores
Com o vínculo de Rui Costa se encerrando apenas em dezembro, qualquer negociação formal com o Grêmio tende a avançar a partir de novembro, quando a Lei da Oferta permite assinar pré-contrato. Até lá, o São Paulo define seu planejamento para 2026 e pode buscar um novo nome para liderar a pasta — ou tentar a renovação.
Em Porto Alegre, a expectativa é ter o executivo anunciado antes da virada de ano para que participe ativamente do mercado de transferências de janeiro. Caso a transição se confirme, a temporada 2026 começará com dois gigantes em fase de ajustes estruturais, e o trabalho de bastidor tende a ser tão decisivo quanto o desempenho dentro de campo.
Com informações de Nação Tricolor