Melbourne (AUS), 29 de janeiro de 2026 – Aryna Sabalenka está novamente na final do Australian Open. A número 1 do ranking WTA venceu Elina Svitolina por 2 sets a 0, parciais de 6-2 e 6-3, em 1h30 de jogo na Rod Laver Arena, garantindo presença na decisão do próximo sábado (31) contra Elena Rybakina.
Como Sabalenka construiu a vitória
No primeiro set, a bielorrussa impôs ritmo agressivo logo de saída: foram 19 winners e duas quebras de serviço, resultado que entregou um 6-2 em menos de 35 minutos. Svitolina, que até então não havia perdido um set no torneio, manteve baixo número de erros não forçados, mas não encontrou resposta para a potência nas devoluções da líder do ranking.
A ucraniana reagiu no segundo set ao quebrar o saque de Sabalenka no primeiro game e abrir 2-0. A reação, porém, durou pouco. Em sequência de cinco games vencidos, a atual bicampeã do torneio (2023 e 2024) retomou o controle, variando profundidade e buscando mais pontos no serviço aberto. A parcial fechou em 6-3, selando a classificação para a quarta final consecutiva em Melbourne.
Raio-X da semifinal
- Duração: 1h30
- Winners do 1º set: 19 (Sabalenka)
- Quebras convertidas: Sabalenka 3/6 | Svitolina 1/3
- Svitolina: primeiro set perdido em todo o torneio
- Sabalenka: sexta final consecutiva de Grand Slam em quadra dura (Austrália + Estados Unidos)
O peso de chegar à 4ª final seguida em Melbourne
A sequência de decisões coloca Sabalenka em patamar histórico no Australian Open. Desde 2000, apenas Serena Williams havia alcançado quatro finais consecutivas em Melbourne. A consistência no piso duro é ainda reforçada pelas seis finais seguidas considerando US Open e Australian Open, o que evidencia domínio técnico e físico no calendário mais rápido do circuito.
Rybakina no horizonte: o que esperar da decisão
Elena Rybakina, adversária de sábado, também apresenta estatísticas robustas em quadra dura. Segundo dados oficiais da WTA até dezembro de 2025, a cazaque lidera o confronto direto por 6-5, com três vitórias nas últimas cinco partidas. O duelo opõe a potência de saque de Rybakina (média de 8,2 aces por jogo no torneio) à agressividade em devolução de Sabalenka, que quebrou o serviço das rivais 26 vezes em seis jogos.
Além do título, estão em jogo 2.000 pontos no ranking e a manutenção de Sabalenka no topo mundial. Para Rybakina, o troféu representaria o segundo Grand Slam da carreira – ela venceu Wimbledon em 2022.
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Impacto futuro
Caso confirme o tri, Sabalenka abrirá vantagem considerável na corrida para o WTA Finals e ganhará margem para administrar o calendário até Roland Garros. Em caso de triunfo de Rybakina, o circuito feminino poderá iniciar 2026 com disputa mais apertada pela liderança do ranking, adicionando competitividade às próximas etapas do Oriente Médio e da gira norte-americana.
Perspectiva: Independentemente do resultado, o Australian Open 2026 consolida uma nova rivalidade de elite em quadras duras e oferece indícios de que a temporada terá, no mínimo, duas protagonistas capazes de alternar o posto de número 1. O desfecho deste sábado definirá quem largará na frente nessa disputa.
Com informações de ESPN.com.br