Londres (07/10/2025) – Após a terceira derrota consecutiva do Liverpool na temporada, Mohamed Salah deixou claro que seu problema não é a ausência de Trent Alexander-Arnold, como sugerem alguns comentaristas, mas sim a falta de sincronia com seus antigos companheiros de ataque Roberto Firmino e Darwin Núñez.
Por que o debate sobre Alexander-Arnold ganhou força
Jamie Redknapp e Gary Lineker apontaram que a saída do camisa 66 reduziu a criatividade pelo lado direito, prejudicando especialmente Salah. A teoria ganhou eco depois da derrota por 2 × 0 para o Chelsea, quando o egípcio desperdiçou várias chances claras. No entanto, o próprio capitão Virgil van Dijk lembrou que a decisão de saída partiu do lateral e que o elenco precisa “virar a chave”.
O que Salah realmente disse sobre seus parceiros ideais
Em entrevista ao podcast Men In Blazers, o atacante afirmou: “Quem eu mais gostava de jogar era o Firmino. Agora, sinto que gosto de atuar com o Darwin”. Segundo ele, a leitura de jogo de Núñez “não é compreendida por muita gente”, mas se encaixa em seu estilo de atacar o espaço. A afirmação se soma a elogios recentes a Firmino, peça-chave do trio histórico com Sadio Mané.
Raio-X do ataque dos Reds em 2025/26
- Chances claras desperdiçadas por Salah: 7 nas primeiras 8 rodadas da Premier League.
- Assistências oriundas da faixa central: 2 – nenhuma delas partiu dos novos centroavantes.
- Passes-chave recebidos por Salah no último terço: queda de 18% em comparação à temporada passada, quando atuava com Darwin em 55% dos minutos.
- Direita sem Trent: Bradley e Frimpong somam juntos apenas 0,7 passes para finalização por jogo; Alexander-Arnold entregava média de 2,4.
Conexões ainda em construção com Isak e Ekitike
A dupla chegou tardiamente: Isak precisou de pré-temporada individual após lesão, e Ekitike desembarcou a duas semanas do início oficial do calendário. Klopp tem alternado os dois, impedindo que Salah jogue mais de duas partidas seguidas com o mesmo parceiro. O resultado é visível: apenas 14 passes trocados entre Salah e Isak em 270 minutos conjuntos.
Impacto tático: o que Klopp pode fazer já
Sem um “falso 9” capaz de recuar para criar espaços, Salah tem recebido a bola mais longe do gol, driblado mais (média de 4,1 tentativas por jogo) e finalizado sob pressão. Estatisticamente, seus xG caíram 0,22 por 90 minutos. Para recuperar a produção ofensiva, o treinador estuda:
Imagem: Internet
- Repetir a fórmula 4-3-3 com Núñez central e Isak partindo da esquerda, liberando Salah para infiltrar por dentro.
- Testar Szoboszlai como meia mais avançado, simulando os movimentos que Firmino oferecia entrelinhas.
- Consolidar Bradley como lateral de construção, aproximando-se do modelo de suporte que Trent exercia, mas sem abdicar da recomposição defensiva.
Próximos capítulos: o Liverpool encara o Manchester City pela Premier League em oito dias e, na sequência, o Real Sociedad pela Champions. Se Klopp encontrar a “conexão perdida” entre Salah e seus novos atacantes, o time pode reverter a sequência negativa e voltar à briga pelo topo da tabela. Caso contrário, a dependência do camisa 11 seguirá evidente e o debate sobre lacunas no elenco ganhará força nos bastidores de Anfield.
Com informações de Liverpool.com