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    Como Sul-Americana foi ‘previsão’ de Sampaoli e causou ‘brilho nos olhos’ do argentino por primeiro título expressivo no Brasil

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    Assunção (PAR), 22/11/2025 – Contratado em setembro, Jorge Sampaoli conduziu o Atlético-MG à final da CONMEBOL Sul-Americana contra o Lanús, neste sábado (22), às 17h (de Brasília) no Defensores del Chaco. O argentino acertou com o clube justamente porque enxergou no torneio continental a oportunidade de erguer seu primeiro título de expressão no futebol brasileiro.

    A estratégia por trás da escolha de Sampaoli

    Durante a reunião que selou seu retorno ao Galo, Sampaoli analisou o cenário de 2025: elenco competitivo, chaves de mata-mata favoráveis e apenas quatro jogos até a taça. O Brasileirão, já em andamento, exigiria regularidade de 38 rodadas; a Sul-Americana, apenas três fases eliminatórias. O técnico avaliou que o título continental seria mais “palpável” no curto prazo e aceitou o desafio.

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    Por que a Sul-Americana virou prioridade no Galo

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    O Atlético-MG jamais conquistou a Sul-Americana. Seu último troféu continental foi a Libertadores de 2013. Um novo título internacional:

    • Fortalece a marca do clube no exterior;
    • Garante vaga direta na fase de grupos da Libertadores 2026;
    • Gera premiação de US$ 6 milhões ao campeão – montante importante diante do orçamento de R$ 650 milhões projetado para a temporada.

    Raio-X da campanha alvinegra

    Desempenho do Atlético-MG até a final*

    • Jogos: 10
    • Vitórias: 7
    • Empates: 2
    • Derrotas: 1
    • Gols marcados: 18
    • Gols sofridos: 6

    *Dados oficiais da CONMEBOL até as semifinais.

    O encaixe tático: pressão alta e amplitude ofensiva

    Sampaoli retomou o modelo de pressão adiantada e saída de três. No 3-2-5 com bola, laterais se transformam em alas, e a dupla de ataque Hulk-Paulinho abre espaço para Zaracho pisar na área. Como efeito:

    • O Galo recupera a posse em média 12,4 segundos após a perda – melhor marca brasileira no torneio, segundo o Data CONMEBOL.
    • A equipe finaliza 14,1 vezes por jogo, contra 10,7 na era anterior a Sampaoli em 2025.

    Calendário apertado e gestão de elenco

    Independentemente do resultado em Assunção, o Atlético volta a campo na próxima terça-feira (25) diante do Flamengo pelo Brasileirão. O departamento de performance planeja:

    1. Viagem de retorno em voo fretado na mesma noite da final;
    2. Exames de CK (creatina quinase) no domingo pela manhã;
    3. Treino regenerativo para os titulares e atividade tática para reservas na segunda-feira.

    Uma vitória sobre o Lanús aliviará a pressão doméstica, mas a comissão técnica projeta rodar o elenco contra Flamengo e Fortaleza para evitar desgaste excessivo na reta final do Campeonato Brasileiro.

    O que está em jogo para Sampaoli

    O argentino soma apenas um título em solo brasileiro – o Mineiro de 2020, também pelo Galo. Vencer novamente em 2025:

    • Quebra jejum pessoal de cinco anos sem troféus;
    • Apaga a lembrança da passagem turbulenta pelo Flamengo em 2023;
    • Reforça o discurso de que suas equipes são “de curto prazo, mas de impacto imediato”.

    Perspectiva: Caso confirme a taça, o Atlético-MG iniciará 2026 já classificado para a Libertadores e com maior poder de barganha no mercado de transferências de janeiro. Se o título escapar, a meta muda: conquistar vaga via G-6 do Brasileirão nas rodadas finais. De qualquer forma, a decisão deste sábado define não apenas o presente, mas o planejamento estratégico de toda a próxima temporada em Belo Horizonte.

    Com informações de ESPN Brasil

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