Buenos Aires, 23 de outubro de 2025 – O zagueiro Santiago Sosa, do Racing, recebeu alta hospitalar nesta manhã após sofrer fratura no maxilar direito na partida de ida da semifinal da Conmebol Libertadores contra o Flamengo. O defensor será reavaliado por um cirurgião bucomaxilofacial na capital argentina, procedimento que definirá se ele terá condições de jogo na volta, marcada para a próxima semana em Avellaneda.
O que aconteceu e qual é o quadro clínico
Nos minutos finais do confronto no Maracanã, Sosa levou uma cotovelada de Marcos Rojo, permaneceu em campo até o apito final, mas deixou o estádio com inchaço facial e sangramento nasal. Exames de imagem confirmaram a fratura na região superior direita do maxilar. Por se tratar de lesão óssea, o tempo de recuperação varia conforme a resposta ao tratamento conservador ou cirúrgico. A avaliação em Buenos Aires indicará se será necessário estabilizar a fratura com placas de titânio – procedimento que costuma afastar o atleta por, no mínimo, quatro semanas.
Repercussão tática: quem assume a zaga se Sosa não jogar?
Sosa é o pilar do setor defensivo do Racing. Além de capitão de origem, ele organiza a última linha em uma saída de três que se transforma em linha de cinco quando o time se defende próximo à própria área. Sem o camisa 6, o técnico poderia:
- Adiantar o volante Aníbal Moreno para formar dupla com Gonzalo Piovi, repetindo solução usada na liga argentina.
- Lançar o jovem Nicolás Kozlovsky, revelado na base, mas com apenas dois jogos de Libertadores no currículo.
- Manter o esquema de três zagueiros com Piovi pela esquerda, Moreno centralizado e o lateral Facundo Mura recuado pela direita, apostando na velocidade para combater contragolpes de Bruno Henrique.
Qualquer escolha altera a dinâmica de coberturas e a saída curta, justamente o ponto forte do Racing para atrair pressão e romper linhas no primeiro terço do campo.
Raio-X da semifinal
Placar agregado: Flamengo 1 × 0 Racing
Cenários para a volta em Avellaneda:
- Vitória do Flamengo ou empate: cariocas classificados.
- Racing vence por um gol de diferença: decisão por pênaltis.
- Racing vence por dois ou mais gols: argentinos avançam à final.
Durante a campanha, o Flamengo não perdeu como visitante (3 vitórias e 2 empates), enquanto o Racing venceu todos os compromissos em casa sem sofrer gols nos mata-matas. A eventual ausência de Sosa coloca em xeque essa invencibilidade defensiva.
Histórico recente e o peso psicológico
O Racing não chega à decisão continental desde 1967, ano do título sobre o Nacional de Montevidéu. Já o Flamengo busca a quarta final em sete temporadas (1981, 2019, 2022 e agora 2025). Experiência em momentos de alta pressão pode ser determinante, especialmente se a equipe argentina precisar improvisar a zaga.
Imagem: Internet
O que está em jogo para cada lado
Racing – Além do objetivo esportivo, a classificação renderia cerca de US$ 12 milhões em premiações da Conmebol, verba estratégica para reforçar o elenco em 2026. Perder Sosa, portanto, significa abrir mão do seu defensor mais regular em um jogo com alto valor técnico e financeiro.
Flamengo – Vem de sequência de jogos decisivos em três frentes (Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil). A vantagem mínima permite ao técnico rodar a equipe, mas a dúvida sobre Sosa pode incentivá-lo a escalar força máxima para pressionar a defesa rival desde o início, buscando um gol que amplie a vantagem no agregado.
Conclusão prospectiva – A resposta clínica de Santiago Sosa nas próximas 48 horas será tratada como quebra-cabeça por Fernando Gago e sua comissão. Caso o zagueiro esteja apto, o Racing mantém seu sistema preferido e joga para reverter o 1 × 0. Se a fratura impedir sua presença, o time argentino terá de improvisar a linha de defesa em pleno duelo eliminatório, o que pode alterar completamente a narrativa desta semifinal – fator que promete movimentar os treinamentos, as coletivas e as manchetes até o apito inicial em Avellaneda.
Com informações de NetFla