São Paulo, 2023 – A diretoria do São Paulo Futebol Clube avalia rescindir amigavelmente o contrato do meio-campista Alisson após atritos de convivência com o técnico Hernán Crespo. A medida, que pode ser oficializada ainda nesta temporada, visa enxugar a folha salarial em até R$ 7 milhões, segundo interlocutores do clube.
Por que Alisson entrou na lista de dispensas?
Desde seu retorno ao elenco – depois de uma negociação frustrada com o Corinthians – Alisson perdeu espaço com Crespo. O jogador não vem sendo relacionado com frequência e, nos treinamentos, teria demonstrado insatisfação com o modelo de jogo proposto pela comissão técnica. A diretoria entende que a saída consensual evita desgaste interno e libera orçamento para futuras reposições.
Raio-X de Alisson no São Paulo
Contratado em janeiro de 2022, Alisson soma:
- 39 jogos oficiais (27 como titular);
- 2 gols e 4 assistências;
- Participação direta em 10% dos gols da equipe na temporada 2022;
- Salário estimado em R$ 450 mil mensais.
Apesar da versatilidade – pode atuar como meia aberto ou interno – o atleta conviveu com lesões musculares e foi superado por opções mais jovens formadas em Cotia.
Mercado: quem monitora a situação?
Santos e Vasco já consultaram os representantes de Alisson. Os dois clubes veem no jogador um complemento de elenco que pode agregar experiência sem custo de compra, caso ocorra a rescisão. Do lado são-paulino, a liberação imediata evita pagar os 18 meses de contrato restantes.
Impacto tático para Crespo
Crespo utiliza majoritariamente o 3-4-3 com alas de intensidade e meias que atacam o espaço. Alisson, habituado ao corredor esquerdo em linha de quatro, teve dificuldade de adaptação ao novo sistema. Com sua provável saída, o treinador deve consolidar Luciano ou Wellington Rato na função de meia por dentro, enquanto jovens como Rodriguinho ganham minutos nas pontas.
Imagem: Rubens Chiri
Projeção para o restante da temporada
Se concretizada, a rescisão abre margem financeira para o São Paulo registrar reforços na janela do meio do ano, especialmente para a disputa do Brasileirão e das fases decisivas da Copa do Brasil. A diretoria mapeia um extremo de velocidade para recompor o setor/esquerdo, posição em que o time marcou apenas 1 gol em jogadas construídas pelo lado nos últimos oito jogos.
Conclusão: A saída de Alisson tende a encerrar um ciclo que não gerou o retorno técnico esperado e permitir ao São Paulo redirecionar recursos para setores mais carentes. A decisão também evidencia a prioridade de Crespo em padronizar o elenco ao seu modelo tático. Novos capítulos devem surgir já na próxima semana, quando o departamento de futebol planeja reuniões decisivas com o estafe do atleta.
Com informações de Nação Tricolor