Roma (ITA), 14/11/2025 – A Roma chegou à data-Fifa empatada em pontos com a Inter no topo da Série A graças a um modelo de gestão que vai além das quatro linhas: a integração de um staff multidisciplinar, fortalecido ainda na era Ranieri e otimizado na chegada de Gian Piero Gasperini, tem sido apontada internamente como a principal razão do sucesso giallorosso.
Metodologia coletiva impulsiona o vestiário
Desde o primeiro dia em Trigoria, Gasperini optou por substituir o pronome “eu” por “nós”. A filosofia é simples: compartilhar decisões técnico-táticas e dividir tarefas para multiplicar resultados. O treinador importou de Bérgamo a cultura de reuniões diárias entre setores (preparação física, nutrição, departamento médico e análise de desempenho) para alinhar cargas de treino, plano alimentar e ajustes estratégicos jogo a jogo.
Bloco de confiança trazido de Bérgamo
O vice-técnico Tullio Gritti completa, em 2026, duas décadas de parceria com Gasperini. Ao seu lado, o coordenador de performance Mauro Fumagalli e os preparadores físicos Domenico Borelli e Gabriele Boccolini repetem a fórmula que rendeu posições de Champions à Atalanta: microciclos curtos, intensidade treinada com bola e monitoramento GPS em tempo real.
Continuidade do legado Ranieri
Quando Claudio Ranieri assumiu em 2024, o clube já havia identificado a necessidade de modernizar a retaguarda técnica. Ficaram em Trigoria profissionais que hoje garantem a memória de processo, caso do preparador Manrico Ferrari (atualmente dedicado a data science), do nutricionista Guido Rillo e do match analyst Leonardo Marasciulo. A combinação de “prata da casa” com o núcleo de confiança de Gasperini reduziu pontos de fricção em apenas três meses de pré-temporada.
Raio-X: impacto mensurável do novo staff
- Lesões musculares: Roma registra, de acordo com dados internos divulgados à imprensa, redução superior a 20% no número de problemas de grau 1 e 2 em comparação ao mesmo período da temporada passada.
- Condicionamento: na 2ª metade dos jogos, a equipe mantém média de 109% da distância percorrida na 1ª etapa (Lega Serie A Tracking), indicador que a coloca entre as três melhores do campeonato em resistência.
- Bolas paradas defensivas: com auxílio dos analistas, o time sofreu apenas um gol oriundo de escanteio nas primeiras 12 rodadas – desempenho que contrasta com os cinco sofridos no mesmo recorte em 2024/25.
O que esperar dos próximos meses
A base científica instalada em Trigoria prevê peak performance para o ciclo de oito jogos entre dezembro e janeiro, período com confrontos diretos diante de Juventus e Inter. Com calendário apertado, a gestão de minutos entre titulares e suplentes – especialmente no trio de ataque – será decisiva para manter a curva de rendimento. Internamente, o clube estima que a manutenção do atual nível atlético e a continuidade das sessões integradas de match plan possam render de 3 a 4 pontos adicionais até o fim do primeiro turno.
Imagem: Internet
No cenário de alta competitividade da Série A 2025/26, a soma de ciência, continuidade e liderança compartilhada projeta a Roma como candidata real ao scudetto, mas o verdadeiro teste virá na sequência de duelos contra adversários do bloco europeu. Se o modelo resistir a esse stress-test, o clube giallorosso poderá transformar o atual co-lead em liderança isolada.
Com informações de Corriere dello Sport