São Paulo, 16 de março de 2026 – A presidente da Jordan Brand, Sarah Mensah, confirmou à ESPN que um protótipo vermelho chegou a ser desenvolvido como possível camisa 2 da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, mas o projeto foi descartado após mudança na presidência da CBF. O modelo final, azul e preto, foi apresentado em 12 de março e já está à venda.
Bastidores da criação: muitos rascunhos, um conceito final
De acordo com Mensah, o workshop criativo envolveu “diversas cores e desenhos”. A Jordan Brand – divisão da Nike inspirada em Michael Jordan – buscava sinalizar “uma nova era” para o Brasil no futebol. Entre os esboços, o vermelho esteve sobre a mesa, mas não correspondeu à identidade histórica canarinha, cujo segundo uniforme tradicionalmente é azul desde 1958.
O veto da nova gestão da CBF
Fontes ouvidas pela ESPN informam que o protótipo vermelho chegou a receber aval da antiga diretoria chefiada por Ednaldo Rodrigues. A virada ocorreu quando Samir Xaud assumiu a presidência. O dirigente convocou reunião de urgência com a Nike e requisitou o abandono da peça, mesmo assumindo custos operacionais do recuo.
Jordan no futebol: posicionamento de marca e inovação
Esta é a primeira coleção da Jordan para a Seleção Brasileira. A grife já equipa clubes como Paris Saint-Germain desde 2018 e aposta no apelo lifestyle ligado ao basquete. Para a CBF, a parceria amplia o alcance global de merchandising; para a marca, a visibilidade da maior campeã mundial de futebol potencializa novas linhas de produtos.
Raio-X das camisas 2 do Brasil em Copas
Desempenho usando o uniforme alternativo (1958-2022)
- Jogos: 23
- Vitórias: 15
- Empates: 5
- Derrotas: 3
- A última derrota com camisa azul em Mundiais ocorreu nas quartas de 2018 contra a Bélgica.
O histórico ilustra porque a cor azul, ainda que repaginada em 2026 com detalhes pretos, carrega forte associação a momentos vitoriosos – a começar pela final de 1958 contra a Suécia.
Imagem: Internet
Impacto futuro: marca, torcida e próximos compromissos
No curto prazo, a nova camisa deve ganhar exposição nos amistosos de março contra França e Croácia, servindo como teste de aceitação junto aos torcedores e medindo performance de vendas. A médio prazo, a Jordan avaliará métricas de engajamento para decidir se amplia a linha para uniformes de treino ou edições limitadas. Já a CBF monitora a repercussão para balizar futuras ações de marketing em ano de Copa.
Conclusão prospectiva: Ao optar pelo azul e preto, a Seleção preserva parte de sua tradição enquanto sinaliza abertura estética a novos segmentos de público. O sucesso comercial e esportivo desse uniforme nos próximos amistosos e no ciclo de preparação será determinante para validar – ou não – a permanência da Jordan Brand em projetos pós-2026.
Com informações de ESPN Brasil