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    Por que o Novorizontino vive drama sem fim e tem ‘a história mais triste’ da Série B?

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    Novorizontino, novamente, não subirá. O time paulista foi derrotado pelo Goiás por 1 a 0 no Estádio da Serrinha no domingo (16/11/2025) e, a uma rodada do fim da Série B, não tem mais como alcançar o G-4, repetindo o trauma vivido em 2023 e 2024.

    O que aconteceu em Goiânia

    A partida valia “seis pontos” na corrida pelo acesso. O gol de Anselmo Ramon na etapa inicial garantiu a vitória esmeraldina. O Novorizontino ainda teve um gol anulado por impedimento milimétrico e reclamou de pênalti não marcado no segundo tempo, mas saiu de campo sem pontuar. Com isso:

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    • O Goiás foi a 61 pontos (4º lugar) e passou a depender apenas de si contra o Remo na rodada final.
    • O Novorizontino permaneceu com 57 pontos (7º) e, mesmo vencendo o CRB, só poderá chegar a 60 – insuficiente para ultrapassar Goiás ou Athletico-PR.

    Por que o drama se repete pelo 3º ano?

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    O clube de Novo Horizonte alcançou a Série B pela primeira vez em 2022. Desde então vem batendo na porta da elite:

    • 2023 – 5º lugar, 63 pontos (a 1 do G-4).
    • 2024 – 5º lugar, 64 pontos (a 2 do G-4).
    • 2025 – já garantido fora do acesso, podendo chegar no máximo a 60 pontos.

    Em 2025, a queda de desempenho ofensivo foi decisiva. O Tigre precisou de 11,6 finalizações para marcar um gol, pior índice entre os oito primeiros. A equipe criou chances, mas converteu apenas 42 gols em 37 jogos – sete a menos do que em 2024.

    Tática e elenco: onde ficou a lacuna?

    Com Enderson Moreira, o Novorizontino manteve o 4-3-3 propositivo de temporadas anteriores, mas perdeu agressividade pelos flancos após as saídas de Bruno Costa (lateral) e Rômulo (ponta). A reposição não deu a mesma profundidade:

    • Assistências pelos lados: caíram de 21 (2024) para 13 (2025).
    • Conversão de bolas paradas: 4 gols na temporada, contra 9 no ano passado.

    O setor defensivo, por outro lado, manteve números competitivos (30 gols sofridos, 0,81/jogo), o 2º melhor da liga até aqui. Faltou desequilíbrio ofensivo em jogos decisivos – dos 13 confrontos diretos contra times do atual top-8, o Tigre venceu apenas 3.

    Raio-X da classificação

    Antes da 38ª rodada

    Pos. Clube Pontos Vitórias SG
    Coritiba 71 21 +22
    Athletico-PR 63 18 +14
    Criciúma 62 17 +10
    Goiás 61 17 +9
    Chapecoense 60 16 +6
    Remo 59 16 +3
    Novorizontino 57 15 +8

    O que ainda está em jogo na rodada final

    CRB x Novorizontino (Estádio Rei Pelé) terá peso somente para a colocação final do Tigre. Terminar novamente em 5º, ainda que simbólico, seria a melhor posição possível e rende cota maior de premiação, mas não muda o roteiro: o acesso ficou pelo caminho.

    Já o Goiás depende só dele contra o Remo. Se empatar, torce contra a Chapecoense. Athletico-PR e Criciúma também jogam pelo acesso próprio e ainda sonham com o título caso o Coritiba tropece.

    Impacto futuro para o Novorizontino

    Ficar fora da Série A implica rever orçamento para 2026: o clube deixará de receber cerca de R$ 30 milhões em cotas de TV. Segundo o presidente Genésio Rossi, o planejamento prevê manutenção de 60% do elenco, mas a diretoria já busca um centroavante de maior poder de decisão e um extremo destro para aumentar produtividade ofensiva. A pré-temporada começa em 20 de dezembro e o Paulistão 2026 servirá como laboratório tático para outra tentativa de acesso.

    O desfecho em Goiânia prolonga a frustração, mas também evidencia que pequenos ajustes – especialmente no terço final do campo – podem transformar o Novorizontino de “quase” em candidato real. A capacidade de reter a base e investir nos setores carentes ditará se o drama termina ou se ganhará mais um capítulo na Série B de 2026.

    Com informações de ESPN.com.br

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