Quem: Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Grupo Globo, RedeTV!, Xsports, GOAT, ESPN/Disney+, SportyNet, São Bernardo FC e Náutico.
O quê: Publicação da tabela detalhada das cinco primeiras rodadas da Série B 2026 e confirmação de cinco novidades nos direitos de transmissão.
Quando: calendário divulgado em 14 de março de 2026, com jogos entre 21 de março e 20 de abril.
Onde: partidas ocorrerão em todo o Brasil, com exibição em TV aberta, fechada e plataformas digitais.
Por quê: novos acordos individuais e coletivos redefiniram a divisão de jogos entre os principais players de mídia esportiva.
1. Globo volta à Série B com pacote exclusivo de São Bernardo e Náutico
Após um hiato de um ano, o Grupo Globo reassume papel central na Série B ao adquirir 38 jogos — todas as partidas em que São Bernardo e Náutico são mandantes. O acordo, mediado pela CBF, foi possível porque os dois clubes não aderiram ao bloco FFU-Libra em 2025 e estavam livres para negociar de forma individualizada. A Globo já definiu dois confrontos em TV aberta nas primeiras rodadas:
- Náutico x Criciúma – 22/03, 16h (Regiões Norte/Nordeste)
- São Bernardo x Fortaleza – 12/04, 16h (TV Verdes Mares/Ceará)
Todas as demais partidas desses clubes estarão no Premiere, com possibilidade de algumas migrarem para o sportv, marcando o retorno do canal à competição desde 2024.
2. GE TV estreia e amplia oferta de jogos gratuitos
Lançado em 2025 para rivalizar com a CazéTV, o GE TV transmitirá Náutico x Ponte Preta (04/04) como seu primeiro jogo da Série B. O canal fechou um pacote de dois jogos por rodada envolvendo clubes do FFU, mas, neste recorte inicial, apenas um foi alocado. A novidade reforça a estratégia do Grupo Globo de manter presença também no streaming gratuito, diversificando canais de distribuição.
3. TV aberta passa de dois para três jogos por rodada
Com a manutenção da RedeTV! (parceria FFU) e da Xsports (Grupo Kalunga), a chegada da Globo eleva a oferta de transmissões em sinal aberto para três partidas por rodada. Esse aumento pode pressionar a concorrência por audiência regional e oferecer maior exposição comercial a clubes com torcidas locais fortes, caso de Ceará, Sport e Fortaleza.
4. GOAT retorna e reforça o ecossistema de streaming gratuito
Ausente em 2025, o GOAT volta como espelho digital dos jogos mostrados em TV aberta por RedeTV! e Xsports. O modelo já validado na Série A (Record/CazéTV) garante um canal adicional sem custos para o torcedor, potencializando alcance e dados de engajamento que interessam a patrocinadores.
5. ESPN/Disney+ e SportyNet mantêm cobertura quase completa
No pay-per-view/streaming fechado, a ESPN/Disney+ e a SportyNet continuam com todos os jogos da competição, exceto aqueles em que São Bernardo ou Náutico atuam em casa — lacuna preenchida pelo Premiere. A Disney ainda delimitará quantos confrontos ficarão exclusivamente no aplicativo Disney+ e quantos irão ao canal linear ESPN, estratégia que costuma variar conforme a grade internacional.
Imagem: IMAGO
Raio-X da distribuição de direitos (1ª a 5ª rodada)
TV aberta: 15 jogos (6 RedeTV!, 5 Xsports, 2 Globo, 2 compartilhados RedeTV!/GOAT)
Streaming gratuito: 15 jogos (GOAT espelhando RedeTV! + Xsports, 1 GE TV)
TV paga/OTT fechado: 45 jogos na ESPN/Disney+ e SportyNet + 7 no sportv + 4 exclusivos Premiere
Crescimento em relação a 2025: +50% de jogos em TV aberta e retorno de sportv, ausente no ano anterior.
Impacto financeiro e esportivo para clubes e emissoras
1. Receita direta: São Bernardo e Náutico passam a receber cotas específicas da Globo, potencialmente superiores ao rateio FFU.
2. Exposição de marca: clubes de massa regional, como Fortaleza, Ceará e Sport, ganham mais “janela” em mercados estratégicos.
3. Competição de audiência: Globo precisará equilibrar a grade com Série A nos mesmos domingos, criando cenários de divisão de praças.
4. Dados de engajamento: plataformas gratuitas (GOAT e GE TV) devem se tornar laboratório para mensurar comportamento de torcedores fora do pay-wall.
Próximos capítulos: o sucesso de audiência desses pacotes nas cinco rodadas iniciais servirá como termômetro para ajustes de grade, possíveis sublicenciamentos e até para antecipar a negociação dos direitos do triênio 2027-2029. A performance comercial e de engajamento poderá redefinir o modelo de “acordos híbridos” entre TV aberta, fechada e streaming no futebol brasileiro.
Com informações de Trivela