Quem decide o futuro financeiro do Santos FC tem encontro marcado: o Conselho Deliberativo alvinegro realizará sessão ordinária híbrida na segunda-feira, 1º de dezembro de 2025, às 19h, no salão Vidal Behor Sion, na Vila Belmiro, e pela plataforma Zoom. Entre os temas, estará a votação da proposta orçamentária para 2026, item que balizará investimentos no futebol profissional, categorias de base e infraestrutura do clube.
Agenda estratégica da reunião
De acordo com o edital assinado pelo presidente do Conselho, Fernando Reverendo Vidal Akaoui, a ordem do dia contempla:
- Leitura e votação da ata anterior;
- Comunicações da Mesa;
- Homenagem à torcida organizada Sangue Jovem;
- Apresentação do relatório contábil-administrativo do 3º trimestre de 2025 pelo Conselho Fiscal;
- Discussão e votação do orçamento de 2026, acompanhado de parecer do Conselho Fiscal;
- Assuntos gerais de interesse do clube.
Por que o orçamento de 2026 é decisivo
A peça orçamentária aprovada pelo Conselho Deliberativo se converte em norte financeiro para a diretoria executar o próximo exercício. É neste documento que são fixadas estimativas de receitas – direitos de TV, bilheteria, patrocínios, venda de atletas e sócio-torcedor – e os tetos de despesas, especialmente folha salarial do elenco, investimentos na base, manutenção dos departamentos olímpicos e projetos estruturais, como a modernização da Vila Belmiro.
Em anos recentes, a gestão financeira ganhou peso extra no Santos devido a oscilações de receita e necessidade de equilíbrio operacional para atender às exigências da Libra (Liga do Futebol Brasileiro) e aos critérios de Licença de Clubes da CBF.
Raio-X: atribuições do Conselho Deliberativo
- Aprovação de contas: avalia balancetes trimestrais e o balanço anual, solicitando ajustes se necessário.
- Controle orçamentário: define limites de endividamento, contratações e alienação de ativos.
- Fiscalização: acompanha a execução do orçamento e pode convocar dirigentes para esclarecimentos.
- Decisões patrimoniais: autoriza reformas, parcerias comerciais e cessão de naming rights de propriedades do clube.
Impacto esportivo: quanto do bolo vai para o futebol?
A destinação de recursos ao departamento de futebol costuma ocupar mais de 60% do orçamento dos clubes brasileiros, considerando salários, encargos, premiações e contratações. No Santos, a discussão se torna ainda mais sensível pela tradição de revelar talentos na base. A alocação equilibrada entre equipe principal e categorias formativas é vital para manter o pipeline de atletas que geram receita futura em transferências.
Além disso, o planejamento de 2026 precisará contemplar possíveis disputas internacionais, como a Conmebol Sul-Americana ou Libertadores, cujos calendários exigem elenco mais profundo e gastos logísticos adicionais.
Imagem: Internet
Próximos passos após a sessão
Se aprovado, o orçamento segue para execução imediata a partir de 1º de janeiro de 2026. O Conselho Deliberativo continuará monitorando a execução por meio de relatórios trimestrais. Caso as receitas projetadas não se confirmem, o estatuto permite revisão orçamentária, condicionada a nova votação dos conselheiros.
Uma eventual reprovação forçaria a Diretoria a apresentar nova proposta em até 30 dias, postergando definições sobre contratações e renovações de contrato – um cenário que pode impactar a montagem do elenco para a temporada.
Em resumo, a sessão ordinária do próximo dia 1º de dezembro não se limita a procedimentos formais: ela traçará as linhas mestras do Santos FC para 2026, influenciando diretamente competitividade esportiva, saúde financeira e projetos estruturais. O resultado da votação será acompanhado de perto por torcedores, patrocinadores e mercado, já que ditará o grau de investimento possível para reforços e a sustentabilidade do clube no médio prazo.
Com informações de Santos FC