Liverpool, 10 de outubro de 2025 — Recém-aposentado, o ex-defensor Martin Kelly revelou que Luis Suárez, então astro do Liverpool, costumava treinar com os reservas no domingo, logo após atuar 90 minutos no sábado, para manter ritmo e competitividade.
O bastidor: quem, quando e onde
Em entrevista ao The Athletic, Martin Kelly — lateral-direito formado em Anfield e com passagem entre 2008 e 2014 — contou que a rotina incomum ocorria durante a temporada 2011/12 e se estendeu até 2013/14, campanha em que Suárez marcou 31 gols em 33 jogos e quase levou o Liverpool ao título da Premier League. Mesmo depois das partidas oficiais em Anfield ou fora de casa, o uruguaio aparecia no centro de treinamento de Melwood no dia seguinte para participar das atividades do grupo que não havia sido titular.
Por que isso é relevante para a história do clube?
A prática expõe o código interno de alta performance que Suárez trouxe ao elenco. O Liverpool da época vivia um período de transição após a saída de Rafa Benítez e antes da chegada de Jürgen Klopp, somando apenas uma Copa da Liga (2011/12) em termos de títulos. A intensidade extra do atacante ajudou a:
- Elevar o nível de competitividade dos treinamentos;
- Desafiar jovens como Kelly em duelos individuais de alta exigência;
- Estabelecer um padrão que influenciou o elenco que, anos depois, conquistaria Champions League e Premier League sob Klopp.
Raio-X de Luis Suárez no Liverpool
Período nos Reds: Jan/2011 – Jul/2014
Jogos: 133
Gols: 82 (média de 0,62 por partida)
Assistências: 47
Artilheiro da Premier League 2013/14: 31 gols em 33 jogos
Títulos: Copa da Liga Inglesa 2011/12
Impacto futuro e legado
Hoje no Inter Miami, Suárez segue atuando aos 38 anos e mantém a reputação de profissional obsessivo por rendimento. Para o Liverpool, o relato de Kelly reforça a importância de lideranças que irradiam competitividade além dos 90 minutos oficiais. Em um elenco que atualmente aposta em jovens como Darwin Núñez e Cody Gakpo, a lembrança da rotina do camisa 7 serve de referência de comportamento de elite dentro do vestiário.
Imagem: Internet
No curto prazo, o clube pode usar esses exemplos históricos em seu programa de desenvolvimento na Kirkby Academy, incentivando atletas formados em casa a replicar a auto-exigência que transformou Suárez em ícone. No médio prazo, o departamento de performance terá no depoimento de Kelly um case para justificar ciclos de treinamento individualizado pós-jogo como forma de potencializar minutagem e manter ritmo competitivo dos não-titulares.
Conclusão prospectiva: Mesmo uma década após sua saída, Luis Suárez continua influenciando a cultura do Liverpool. Os relatos de Martin Kelly evidenciam que, mais do que gols, o uruguaio deixou um modelo de profissionalismo que ainda pode impactar a forma como o clube prepara atletas para a elite europeia.
Com informações de Liverpool.com