Liverpool, 18 de setembro de 2025 – O ex-atacante Thierry Henry advertiu que a quantidade de gols sofridos pelo Liverpool desde o início da temporada pode comprometer as ambições do clube na UEFA Champions League. A análise veio após a vitória por 3 × 2 sobre o Atlético de Madrid, em Anfield, jogo no qual os Reds voltaram a abrir 2 × 0, permitiram o empate e só garantiram o triunfo nos minutos finais.
Por que a defesa preocupa?
Mesmo com duas partidas seguidas sem sofrer gols na Premier League, o Liverpool concedeu dois tentos em quatro dos oito compromissos oficiais até aqui: Crystal Palace, Bournemouth, Newcastle e Atlético de Madrid. O padrão se repete – vantagem inicial de 2 × 0, queda de concentração e gol decisivo no fim. Para Henry, esse comportamento é perigoso em mata-matas europeus, onde a margem de erro é mínima.
Raio-X defensivo do Liverpool em 2025/26
- Jogos oficiais: 8
- Gols sofridos: 10 (média de 1,25 por partida)
- Partidas sem sofrer gol: 2 (25%)
- Viradas ou empates após 2 × 0: 3 jogos (Bournemouth, Newcastle, Atlético)
- Última temporada Premier League (2024/25): 41 gols sofridos – 4ª melhor defesa
Embora a média atual não seja desastrosa, ela cresce nos jogos de maior exigência física e mental. Em contextos eliminatórios, dois gols sofridos fora de casa podem significar eliminação imediata, algo que Henry destacou ao mencionar a dificuldade de se ganhar a Champions “levando gol demais”.
A resposta de Van Dijk e o plano de Arne Slot
Questionado na TNT Sports após decidir o confronto contra o Atlético, Virgil van Dijk resumiu seu nível de preocupação em uma única palavra: “Não”. O capitão preferiu enaltecer a resiliência do elenco – traço marcante dos Reds sob comando de Jürgen Klopp – agora mantido por Arne Slot.
Slot herdou um elenco acostumado a pressionar alto e a defender em bloco compacto. No entanto, as oscilações recentes indicam que ajustes finos no timing da pressão e no balanço defensivo durante transições ofensivas ainda são necessários.
Onde o sistema pode evoluir?
1. Cobertura lateral: A maioria dos gols sofridos ocorreu após inversões rápidas ou cruzamentos. Melhorar a proteção dos laterais, especialmente quando avançam, reduz buracos às costas da linha defensiva.
2. Bola parada defensiva: Apesar de Van Dijk ter decidido em cobrança de escanteio, o time mostrou vulnerabilidade no mesmo fundamento. Treinar posicionamento zonal e marcação individual pode evitar sustos desnecessários.
Imagem: Internet
3. Gestão de ritmo: Abrir 2 × 0 e manter intensidade para matar o jogo é questão de “game management”. Rotacionar meio-campistas e controlar posse após vantagem pode impedir contra-ataques.
Impacto na corrida pela Champions
A fase de grupos oferece margem de correção, mas a partir das oitavas, qualquer relaxamento defensivo torna-se fatal. Caso o Liverpool mantenha a tendência de sofrer dois gols por jogo contra equipes do mais alto nível, a necessidade de marcar três ou mais para avançar aumentará a carga física e psicológica sobre o elenco.
Conclusão prospectiva: O alerta de Thierry Henry serve como lembrete oportuno: solidez defensiva continua sendo pré-requisito para quem almeja erguer a taça em Istambul. Resta saber se Arne Slot transformará os próximos confrontos da Premier League em laboratório para blindar a retaguarda antes da fase decisiva da Champions League.
Com informações de Liverpool.com