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    Santista que imitou avião para torcida da Chapecoense é intimado e pode ser banido por até 3 anos dos estádios

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    Chapecó (SC), 30 jan. 2026 – Um torcedor do Santos foi intimado a depor pela Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRade) após imitar a queda de um avião em direção à torcida da Chapecoense na Arena Condá, na última quarta-feira (28). O gesto, registrado em vídeo durante a vitória catarinense por 4 a 2 na 1ª rodada do Brasileirão, faz alusão ao acidente aéreo que vitimou 71 pessoas em 2016 e pode render ao identificado até três anos de proibição de acesso a estádios em todo o país.

    Entenda o caso passo a passo

    Momento da provocação: o fato ocorreu poucos minutos após o gol de pênalti de Walter Clar, que abriu o placar para a Chapecoense.
    Identificação: imagens das câmeras internas e de redes sociais foram cruzadas com reconhecimento facial. A Chapecoense forneceu à polícia dados de localização e setor do estádio.
    Próxima etapa: o depoimento do torcedor está marcado para terça-feira (3). Ele é integrante de uma torcida organizada do Santos.

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    Base legal e possíveis sanções

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    O artigo 39-B do Estatuto do Torcedor prevê que atos de incitação à violência, preconceito ou intolerância podem acarretar medida cautelar de afastamento de arenas esportivas por até 36 meses. Além do banimento, o infrator pode responder por contravenção penal de provocação de tumulto, com pena de multa ou detenção (Lei 13.912/2019).

    Segurança em pauta: como clubes e CBF lidam com a reincidência

    Desde 2022 a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) exige que mandantes mantenham registro de torcedores banidos via sistema Check-in Fan ID. Em 2025, 87 pessoas foram impedidas de entrar em estádios por motivos semelhantes, segundo relatório da entidade. O caso atual reforça a necessidade de monitoramento em tempo real e de políticas educativas para torcidas visitantes.

    Raio-X da partida na Arena Condá

    Chapecoense 4 x 2 Santos
    Gols: Walter Clar (pênalti), Higor Meritão, Jean Carlos e Rafael Carvalheira (CHA); Gabriel Menino e Álvaro Barreal (SAN).
    Estatísticas-chave: posse de bola 53% x 47% para a Chape; finalizações 18 x 11; passes certos 426 x 381.
    Situação na tabela: com a vitória, a Chapecoense soma 3 pontos e ocupa temporariamente o G-4; o Santos inicia a competição sem pontuar.

    Impacto futuro para Santos, Chapecoense e o Brasileirão 2026

    1. Reflexo na logística de torcida visitante: o Santos deve revisar seus protocolos de cadastro e escolta nas viagens, sobretudo em praças onde o clube histórico da Chape desperta sensibilidade adicional.
    2. Fiscalização reforçada já na 2ª rodada: a CBF orientou os delegados das partidas a reportar qualquer manifestação ofensiva à tragédia de 2016, com multa disciplinar prevista no Código Brasileiro de Justiça Desportiva.
    3. Clima nos próximos jogos: Chapecoense visita o Cruzeiro, enquanto o Santos recebe o Athletico-PR. Eventuais punições preventivas ao torcedor podem servir de termômetro para ações semelhantes durante a temporada.

    Conclusão prospectiva: A resposta rápida da DRade mostra que a integração entre clubes, polícia e tecnologia de reconhecimento facial tornou-se peça-chave para coibir atos de intolerância. Caso o banimento se confirme, o episódio pode estabelecer referência de tolerância zero no Brasileirão 2026, impactando diretamente as estratégias de segurança e o comportamento das torcidas nas rodadas seguintes.

    Com informações de ESPN Brasil

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