Quem: Tottenham Hotspur e Igor Tudor | O quê: acordo verbal para o croata treinar o clube até junho | Quando: oficialização prevista nesta semana, dias após a demissão de Thomas Frank | Onde: Londres, Inglaterra | Por quê: estancar série de apenas 2 vitórias em 17 jogos e evitar risco de queda a 12 rodadas do fim.
Por que a diretoria mudou de rota agora?
O revés por 2 x 1 diante do Newcastle, em pleno Tottenham Stadium, reduziu a margem de segurança dos Spurs para apenas cinco pontos acima da zona de rebaixamento. Mesmo com a classificação às oitavas da Champions League já garantida, a sequência de resultados na liga (2 vitórias, 8 empates e 7 derrotas) comprometeu o planejamento da temporada. A saída de Thomas Frank, contratado em junho de 2025 com foco em um projeto de médio prazo, tornou-se inevitável para a direção liderada por Daniel Levy.
O perfil de Igor Tudor e seu histórico de “curtas missões”
Aos 47 anos, Tudor chega com reputação de impacto rápido: em passagens recentes por Hellas Verona e Olympique de Marseille, implementou o sistema 3-4-3/3-4-2-1, priorizando transições velozes e marcação individual por setor. O croata, porém, ainda busca consolidar longevidade – deixou Galatasaray, Udinese, Marseille, Lazio e, mais recentemente, a Juventus (março a outubro de 2026) em até 12 meses.
Seu currículo traz apenas um título profissional, a Copa da Croácia 2012-13 pelo Hajduk Split, mas registra bons indícios defensivos: o Marseille 2022-23 foi o 2.º melhor sistema defensivo da Ligue 1 (40 gols sofridos), e o Verona 2021-22 saltou de 0,9 para 1,4 pontos por jogo sob seu comando.
Raio-X estatístico
- Tottenham 2026-27 (Premier League): 12º lugar*, 29 pontos, 33 gols marcados, 38 sofridos. *
- Série negativa recente: 0 vitória desde 12 de dezembro; aproveitamento de 15% nos últimos 17 jogos.
- Igor Tudor na Juventus (mar–out/26): 8 vitórias, 3 empates, 4 derrotas; média de 1,79 ponto/jogo.
- Sistema preferido: 3 zagueiros, alas agressivos e dupla de meias com liberdade de infiltração.
*dados após 26 rodadas
Como o elenco pode encaixar na filosofia 3-4-3
Defesa: Romero, Van de Ven e Dragusin formam trio potencial, reduzindo a exposição que o time sofreu em linha de quatro (38 gols).
Alas: Udogie e Porro, já habituados ao corredor, podem ganhar ainda mais profundidade.
Meio-campo: Bentancur e Bissouma combinam intensidade e cobertura — características valorizadas por Tudor.
Ataque: Son Heung-min tende a atuar como segundo atacante por dentro, com Kulusevski ou Richarlison alternando o lado oposto.
Impacto futuro na temporada
A curto prazo, o principal desafio é o North London Derby contra o Arsenal, logo na retomada dos trabalhos. Uma vitória afastaria o fantasma do descenso e daria moral para as oitavas da Champions League. Já a médio prazo, Tudor tem a missão de provar que pode ser mais que um “tampão” até junho, enquanto a torcida canta por Mauricio Pochettino, hoje à frente da seleção dos EUA para a Copa do Mundo de 2026.
Imagem: Getty s
Se o croata conseguir entregar resultados imediatos — algo em torno de 20 pontos nos 12 jogos restantes, projeção que historicamente garante permanência — ganha força para discutir contrato longo. Caso contrário, o Tottenham deve avançar por um nome de maior lastro no verão europeu.
Conclusão prospectiva: A aposta em Igor Tudor representa um movimento de alto risco, mas potencial alta recompensa. Seu histórico de impacto rápido se alinha à urgência do Tottenham, que precisa de vitórias já em abril. O desempenho nas quatro primeiras partidas — Arsenal, duas rodadas da Premier League e a ida das oitavas da Champions — será o termômetro que definirá se a transição se tornará permanente ou se o clube voltará ao mercado em busca de uma solução definitiva.
Com informações de Liverpool.com