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    European clubs as Uefa looks to streaming services

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    Roma, 10 de abril de 2024 — A UEFA colocará ainda este mês no mercado o pacote global de direitos de transmissão para Champions League, Europa League e Conference League a partir da temporada 2027/28, com a meta de arrecadar mínimo de €5 bilhões por ano ― quase o dobro dos atuais €2,9 bilhões anuais negociados em 2024. O processo deve incluir um compromisso de seis anos e abrir espaço para plataformas de streaming, como Amazon, Disney+ ou Netflix, exibirem um jogo de “primeira escolha” por rodada.

    Por que a UEFA confia em um salto de receita?

    A entidade entende que a combinação de formato expandido (36 clubes em fase de liga) e apetite crescente de serviços OTT por conteúdo premium cria um ambiente favorável para elevar o preço. Segundo dirigentes, a intenção é “entregar o futebol mais envolvente e acessível” e “expandir as fontes de renda”, discurso reforçado pelo presidente Aleksander Čeferin na assembleia da European Football Clubs em Roma.

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    Como funcionará o novo modelo de venda de direitos

    Período de contrato: 2027/28 a 2032/33 (seis temporadas).
    Tender simultâneo para vários mercados: Inglaterra, Espanha, França, Itália e Alemanha seguem como prioritários, mas as emissoras poderão apresentar ofertas multiterritório.
    Cota exclusiva de streaming: um jogo de primeira escolha por rodada pode migrar para plataforma digital, sem definição de até qual fase da competição.
    Divisão de receita: 75% destinada aos clubes da Champions, 17% aos da Europa League e 8% aos da Conference League — proporção mantida.

    Raio-X financeiro: o cenário atual vs. a projeção

    Valor anual vigente (2024-2027): €2,9 bilhões
    Meta mínima (2027-2033): €5 bilhões (+72%)
    Premiação estimada para o campeão da Champions 2023/24 (Paris Saint-Germain): cerca de €125 milhões
    Possível premiação com a nova receita: até €215 milhões, mantendo o mesmo percentual de distribuição.

    Impacto para clubes e torcedores

    Clubes: maior capacidade de investimento em elenco e infraestrutura, mas também aumento da dependência de receitas centralizadas da UEFA.
    Torcedores: fragmentação de jogos pode exigir múltiplas assinaturas (TV aberta, TV paga e streaming), tendência já observada em ligas domésticas.
    Mercado de mídia: concorrência entre grupos tradicionais (TNT, Canal+, Sky) e gigantes de tecnologia pressiona preços e acelera a migração digital.

    European clubs as Uefa looks to streaming services - Imagem do artigo original

    Imagem: Internet

    O que vem a seguir

    O edital de licitação deve ser publicado ainda em abril, com negociações concluídas ao longo do segundo semestre. Até lá, emissoras e plataformas irão testar modelos de “partilha” para reduzir risco financeiro, enquanto clubes acompanham de perto o impacto na prize money. O sucesso ou fracasso desse leilão servirá de termômetro para futuras renegociações de ligas nacionais e poderá redefinir a forma como o torcedor consome futebol europeu na próxima década.

    Com informações de BBC Sport

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