Quem, o que, quando, onde e por quê: Na noite desta quarta-feira (15/10/2025), no Dick’s Sporting Goods Stadium, em Colorado, a seleção dos Estados Unidos venceu a Austrália por 2 a 1 em amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 2026. O atacante Haji Wright marcou os dois gols da virada após o lateral-esquerdo Jordan Bos abrir o placar para os Socceroos. A partida ficou marcada ainda pela saída prematura do capitão Christian Pulisic, com nova queixa na perna direita.
Wright mantém faro de gol e confirma virada americana
Utilizado como referência no 4-3-3 de Mauricio Pochettino, Haji Wright percorreu bem as costas da zaga australiana. No primeiro gol, recebeu passe vertical de Cristian Roldan e finalizou no ângulo. Já na etapa final, ganhou na velocidade de Cameron Burgess, trouxe para dentro e bateu colocado, garantindo a vitória.
O atacante de 27 anos, hoje no futebol inglês, chega a seis gols pela seleção principal, lembrando o tento anotado contra a Holanda nas oitavas da Copa de 2022. A sequência reforça a disputa interna pela vaga de centroavante titular, que tem ainda Folarin Balogun e Ricardo Pepi.
Pulisic preocupa a comissão: impacto tático e físico
Recém-recuperado de leve entorse no tornozelo, Pulisic resistiu a algumas entradas duras, mas deixou o gramado aos 27 minutos sentindo a parte inferior da perna. O capitão vinha sendo o principal escape de velocidade pelo lado esquerdo e participara de duas das três finalizações americanas até então. Sem ele, Pochettino recuou Tim Weah e promoveu a entrada de Diego Luna, que acabou contribuindo na articulação do meio-campo.
Austrália abre o placar, mas Popovic sofre a primeira derrota
Os Socceroos mostraram organização defensiva e agressividade física. A recompensa veio na jogada individual de Bos, eleito recentemente Jogador do Mês da Eredivisie. Contudo, a equipe pagou pela postura reativa: pouco produziu após o 1-0 e cedeu espaços entre linhas. A derrota interrompe a série invicta de Tony Popovic (vinha de quatro jogos) e pode custar pontos valiosos no Ranking FIFA, critério que define os potes do sorteio da Copa.
Raio-X da partida
- Posse de bola: EUA dominaram a maior parte do tempo, trabalhando trocas de passes curtas para atrair a marcação australiana.
- Finalizações: volume americano superou o australiano, em linha com a maior presença no terço final.
- Eficiência: Wright converteu 2 de 3 chutes no alvo; a Austrália acertou a meta adversária apenas uma vez – justamente no gol de Bos.
- Faltas cometidas: intensidade dos Socceroos resultou em cartão amarelo para Jason Geria no lance que lesionou Pulisic.
O que muda para a corrida rumo a 2026
Para os Estados Unidos, o resultado encerra sequência de quatro partidas sem vencer e injeta confiança num grupo bastante jovem. Ainda assim, a extensão da lesão de Pulisic será decisiva: o camisa 10 participa, em média, de 30% das jogadas de gol da equipe desde 2023, segundo levantamento da própria USSF. Caso precise de período de recuperação, Luna e Gio Reyna despontam como alternativas na amplitude ofensiva.
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Do lado australiano, a primeira derrota sob o comando de Popovic expõe a necessidade de maior criatividade com a bola. A comissão técnica já adiantou que testará Nestory Irankunda e Mo Touré como atacantes de amplitude nos próximos jogos da Data FIFA de novembro, buscando variar o modelo de jogo além da transição rápida.
Conclusão prospectiva: A vitória norte-americana reforça o poder de reação do grupo, mas coloca em xeque a condição física de seu principal líder técnico a oito meses do Mundial. Já a Austrália, que pretendia ganhar posições no ranking, volta para casa com lições táticas e pressão extra para evoluir a construção ofensiva. O próximo capítulo desse planejamento será escrito já na próxima janela internacional – e estaremos de olho em cada ajuste.
Com informações de The Guardian