Madri, 17 de março de 2026 – Federico Valverde foi o protagonista absoluto da vitória do Real Madrid por 3 a 0 sobre o Manchester City, no jogo de ida das oitavas de final da UEFA Champions League, ao marcar os três gols no Santiago Bernabéu; performance que reforça o acerto de sua contratação em 2016 por apenas 5 milhões de euros, valor inferior ao pago pelo Flamengo por Everton Ribeiro um ano depois.
Da base do Peñarol ao Bernabéu: a barganha que moldou o meio merengue
Revelado pelo Peñarol e vice-artilheiro do Sul-Americano Sub-17 de 2015, Valverde foi observado de perto pelos olheiros do Real Madrid. O pré-contrato, segundo relatos da imprensa uruguaia, ficou “guardado em uma gaveta” até que o atleta completasse 18 anos, reproduzindo a estratégia que o clube repetiria depois com Vinícius Júnior e Endrick.
O aporte de 5 milhões de euros – praticamente simbólico para padrões espanhóis – contrasta com outras compras sul-americanas da época. Para efeito de comparação, o Flamengo investiu 6 milhões de euros em Everton Ribeiro (2017) e, já em 2024, o Vasco gastou 5,2 milhões de euros em Marino Hinestroza.
Valverde 2026: função híbrida e importância tática
No 4-3-3 de Carlo Ancelotti, o uruguaio transita entre volante, meia de ligação e extremo direito, sustentando transições rápidas e compensando avanços de laterais. Contra o City, alternou entre pressionar Rodri na saída de bola e infiltrar na última linha inglesa, o que explica o hat-trick: dois gols em chegadas de segunda linha e um em contra-ataque iniciado por ele próprio.
- Pressão alta: liderou o time com 7 ações de pressão bem-sucedidas no terço final (dados da UEFA).
- Cobertura defensiva: registrou 5 recuperações de posse na intermediária, neutralizando Kevin De Bruyne por dentro.
- Chegada à área: finalizou quatro vezes; transformou três em gol, atingindo eficácia de 75%.
Raio-X financeiro: quando 5 mi valem mais que 100
O Real Madrid gastou 5 milhões de euros em Valverde, contra mais de 100 milhões somados em contratações de meio-campistas pelo futebol inglês na mesma janela de 2016. Hoje, sites de mercado estimam seu valor de reposição acima de 90 milhões de euros – um retorno potencial de 1.700%.
| Jogador | Clube comprador | Ano | Valor (€ mi) |
|---|---|---|---|
| Federico Valverde | Real Madrid | 2016 | 5,0 |
| Everton Ribeiro | Flamengo | 2017 | 6,0 |
| Marino Hinestroza | Vasco | 2024 | 5,2 |
Como fica o confronto: contas para o Etihad
Com a vantagem de três gols, o Real Madrid pode perder por até dois no Etihad Stadium, nesta terça-feira (17/03, 17h de Brasília), que mesmo assim avança às quartas. Caso o City vença por três gols, a vaga será decidida na prorrogação – não existe mais gol qualificado fora de casa.
Imagem: Internet
Próximos compromissos do Real Madrid
- Manchester City (F) – 17/03, 17h – Champions League
- Atlético de Madrid (C) – 22/03, 17h – LaLiga
- Mallorca (F) – 05/04, horário a confirmar – LaLiga
Impacto futuro: margem para rotação e foco duplo
A vantagem construída por Valverde oferece ao técnico Ancelotti a possibilidade de administrar minutos no Etihad, preservar titulares para o clássico com o Atlético e, ao mesmo tempo, manter o elenco em ritmo competitivo. Caso avance, o Real terá calendário apertado em abril, com quartas da Champions intercaladas com a reta final da LaLiga, onde a equipe briga ponto a ponto com Barcelona e Girona.
Conclusão prospectiva: se transformar superioridade tática em gestão de elenco eficiente, o Real Madrid poderá chegar às semifinais continentais com força máxima e, pela primeira vez desde 2022, vislumbrar a dobradinha Champions-LaLiga. O próximo capítulo começa em Manchester, mas o enredo foi escrito no Bernabéu – e custou só 5 milhões de euros.
Com informações de ESPN Brasil