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    Ex-Vasco lembra lance que poderia ter mudado final contra Corinthians no Mundial de 2000: ‘Se tivesse VAR…’

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    São Paulo (SP), 16/12/2025 – Às vésperas da primeira partida da final da Copa do Brasil, marcada para esta quarta-feira (17) na Neo Química Arena, o ex-zagueiro Mauro Galvão reacendeu uma das polêmicas mais lembradas pelos torcedores do Vasco da Gama. Em entrevista à ESPN, o capitão cruz-maltino de 2000 afirmou que o impedimento marcado sobre Edmundo, aos 35 min do segundo tempo da final do Mundial de Clubes entre Corinthians e Vasco, provavelmente seria revertido se o VAR existisse na época.

    Entenda o lance: o impedimento que não existiu

    No dia 14 de janeiro de 2000, o mundo assistia à decisão entre as duas equipes no Maracanã lotado. O placar zerado fez da precisão da arbitragem um fator decisivo. Quando Felipe lançou Edmundo em velocidade, o assistente levantou a bandeira alegando posição irregular. O replay de TV mostrou que o atacante estava em linha com o penúltimo defensor corintiano.

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    Para Mauro Galvão, o erro mudou o roteiro do título: “Se naquela época houvesse VAR, talvez o jogo teria outro desfecho”, lembrou. Sem a jogada prosseguir, Edmundo perdeu a chance de concluir e, minutos depois, virou vilão ao desperdiçar a cobrança de pênalti na série alternada. O Corinthians venceu por 4 a 3.

    A evolução da arbitragem: do olho nu ao VAR

    A tecnologia de árbitro de vídeo foi introduzida em competições da CBF somente em 2018, na fase de quartas de final da própria Copa do Brasil, e se tornou obrigatória na Série A do Campeonato Brasileiro em 2019. De lá para cá, a média de revisões de impedimento milimétrico caiu o número de erros capitais relatados pelos clubes.

    No Mundial de 2000, toda a checagem acontecia a olho nu. Segundo dados da FIFA, mais de 90% dos lances de impedimento eram corretamente marcados sem auxílio eletrônico, mas 1 em cada 10 decisões permanecia vulnerável ao erro humano — exatamente o cenário descrito por Galvão.

    Raio-X da rivalidade em decisões

    Confrontos em finais oficiais
    • Mundial de Clubes 2000 – Corinthians campeão (pênaltis 4 x 3)
    • Copa do Brasil 2025 – primeira final entre eles no torneio (a disputar)

    Edmundo no Vasco
    • 79 gols em 206 jogos oficiais (1992-2003, somando todas as passagens)
    • 13 títulos com a camisa cruz-maltina, incluindo Brasileiro 1997

    Dida, o algoz nos pênaltis
    • Defendeu 2 cobranças vascaínas naquela final (Romário e Gilberto)
    • 80% de aproveitamento em disputas de pênaltis na carreira até 2003

    O que muda para a final da Copa do Brasil 2025?

    O VAR estará ativo nos dois jogos da decisão, reduzindo a margem para controvérsias semelhantes. Ainda assim, o tema psicológico ganha peso: o fantasma de 2000 pode motivar o Vasco a cobrar “reparação histórica”, enquanto o Corinthians usa o passado como combustível para manter a supremacia em finais diretas contra o rival carioca.

    Em campo, os dados reforçam o equilíbrio: ambas as equipes chegaram à final após decisões por pênaltis (Corinthians sobre o Cruzeiro; Vasco sobre o Fluminense) e apresentaram defesas sólidas – 0,83 gol sofrido por jogo em média na campanha alvinegra, contra 0,89 do Vasco. A presença do VAR tende a valorizar ajustes de linha defensiva e transições rápidas, pontos onde o erro de 2000 ainda serve de alerta.

    Conclusão

    A lembrança de Mauro Galvão evidencia como um detalhe tecnológico inexistente há 25 anos pode alterar narrativas inteiras no futebol. Agora, sob vigilância do VAR, Corinthians e Vasco iniciam mais um capítulo desta rivalidade na busca pela Copa do Brasil. Resta saber se a história repetirá o drama dos pênaltis ou se a tecnologia dará um novo rumo ao desfecho.

    Com informações de ESPN Brasil

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