Guillermo Varela, lateral-direito do Flamengo, foi cobrado por torcedores rubro-negros na manhã desta sexta-feira (30), no Ninho do Urubu, depois de ser flagrado com uma camisa do Fluminense sobre o banco do carro — episódio que ocorreu a apenas dois dias da final da Supercopa Rei contra o Corinthians, no Mané Garrincha.
Momento irreverente antes da decisão
Ao chegar para o treino, Varela parou para dar autógrafos e tirar fotos. Nesse instante, os torcedores notaram a peça tricolor e não perderam a chance de ironizar: “Aí tu me quebra, Varela! Final domingo e tu com a blusa do Fluminense?”. O uruguaio, rindo, explicou que se trata de uma camisa trocada no último Fla-Flu, disputado em 25 de janeiro, e que havia ficado esquecida no carro.
A troca de uniformes é prática comum entre atletas, mas a proximidade de uma decisão nacional aumentou a “sensibilidade” do tema para os torcedores.
Por que a troca de camisas é comum — e por que virou tema sensível?
No futebol profissional, a troca de camisas simboliza respeito entre colegas de profissão e costuma ocorrer principalmente em clássicos de grande rivalidade. No entanto, quando o item do rival aparece no ambiente do clube, pode gerar desconforto porque toca em símbolos de identidade do torcedor. A repercussão do episódio mostra como, mesmo em um ambiente cada vez mais profissional, a paixão segue influenciando a narrativa pré-jogo.
Raio-X de Guillermo Varela no Flamengo
- Idade: 30 anos
- Contratado em definitivo: janeiro de 2023 (após empréstimo em 2022)
- Jogos pelo Flamengo em 2023: 25
- Assistências: 1
- Desarmes por jogo no Brasileirão 2023: 1,9 (dados do SofaScore)
- Concorrência na posição: Wesley (titular), além da recente saída de Matheuzinho para o futebol europeu
Os números indicam que Varela é peça importante na rotação de Tite. Sua média de desarmes é a segunda mais alta entre os laterais do elenco, o que justifica o olhar atento do técnico para a condição física do uruguaio.
Impacto na preparação para a Supercopa Rei
Dentro de campo, o episódio não altera o planejamento, mas reforça a necessidade de concentração. Tite trabalha com duas possibilidades: manter Wesley na direita e usar Varela como opção de segundo tempo, ou iniciar com o uruguaio para liberar Wesley em função mais adiantada. A decisão dependerá do encaixe contra o Corinthians de Mano Menezes, que deve explorar a velocidade de Wesley Gassova pelo lado esquerdo.
Imagem: Internet
Além do aspecto tático, o momento de descontração no CT mostra bom ambiente interno — fator considerado por departamentos de performance como variável que diminui a pressão em vésperas de finais.
O que vem a seguir
O Flamengo encerra a preparação neste sábado (31) e viaja em seguida para Brasília. A final da Supercopa Rei contra o Corinthians ocorre domingo (01), às 16h (de Brasília). A tendência é que Varela esteja relacionado normalmente; resta saber se o uruguaio entrará em campo de vermelho-preto desde o apito inicial ou se aguarda no banco, agora sem “souvenir” tricolor à vista.
Enquanto o gramado do Mané Garrincha não recebe a bola da decisão, o episódio serve de lembrete de que, em clássicos ou finais, qualquer detalhe — até uma simples peça de roupa — vira combustível para a narrativa e para a rivalidade.
Com informações de NetFla